Faroeste: relatório aponta indícios de lavagem de dinheiro em movimentações financeiras de magistrados
Redação
A Unidade de Inteligência Financeira (UIF), o antigo Coaf, emitiu relatório à Operação Faroeste, apontando indícios de lavagem de dinheiro na movimentação bancária de dois magistrados denunciados na última terça-feira (10) pela Procuradoria-Geral da República (PGR). As informações são da coluna Satélite, do jornal Correio* Eles são suspeitos de integrar o esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), envolvendo casos de grilagem de terra no Oeste baiano. A PGR afirma que a análise da UIF sobre o fluxo financeiro do desembargador afastado José Olegário Monção Caldas aponta para a “sistemática prática de atos caracterizadores de lavagem, como recentes depósitos em espécie, fracionados, que somam R$ 335 mil”. A PGR aponta ainda que, na época das transações, em setembro de 2018, “Caldas encontrava-se, inclusive, em comitiva de Adailton Maturino (falso cônsul de Guiné-Bissau preso pela Faroeste) fora do Estado e dissociada de sua agenda de magistrado, o que evidencia seu forte vínculo ao principal executor do esquema de compra de decisões judiciais”. Ainda conforme apuração da coluna Satélite, na denúncia apresentada ao Superior Tribunal de Justiça contra 15 acusados de integrar o esquema, a PGR afirma que a UIF detectou também movimentação suspeita da juíza Marivalda Moutinho no montante de R$ 300 mil, sendo que R$ 200 mil foram relativos “a depósito de dinheiro em espécie, manobra que pode configurar lavagem de ativos”.








