Com Ivete fora do Carnaval, cerca de 1500 pessoas ficam sem trabalhar

09 de fevereiro de 2018, 10:02

Laís Rocha

Grávida de gêmeas, aos oito meses, Ivete Sangalo anunciou no ano passado que não participaria do Carnaval de Salvador este ano. A ausência de Ivete fez parar uma parcela significativa da roda econômica que sustenta a festa em Salvador. Segundo levantamento do A Tarde, são cerca de 12 mil foliões que não desfilarão no Coruja e Cerveja e Cia, blocos comandados pela cantora. Falando em valores, isso representa cerca de R$ 9 milhões em abadás, cujos preços variam entre R$ 750 e R$ 850; quando contabilizados os patrocinadores com a vendas de camisas, chega-se a uma média de R$ 15 milhões de faturamento dos blocos por Carnaval.

“Para falar a verdade, éaprimeira vez desde os meus 15 anos que não vou trabalhar no Carnaval”, afirma Fábio Almeida, 39, empresário da cantora baiana e responsável pelos seus dois blocos. Sobre a equipe, segundo o mesmo, cerca de 1.500 funcionários foram desmobilizado, entre músicos, produtores e cordeiros.

Sem Ivete, o Carnaval de Salvador, está passando por mais um teste. Com modelo de negócios entrando em colapso, a maioria dos blocos de 2018 estão sem cordas, o que exige a criatividade do poder público e dos empresários sobre como será o Carnaval daqui pra frente.