22 de maio de 2017, 23:14

O perito Ricardo Molina, contratado pela defesa do presidente Michel Temer, afirmou que a gravação feita pelo empresário Joesley Batista de sua conversa com o presidente, entregue ao Ministério Público Federal (MPF) no acordo de colaboração premiada, é “imprestável como prova”. Ele concedeu entrevista coletiva no fim da tarde de hoje (22) e disse que o áudio entregue pelo empresário “está completamente esburacado”.

Molina explicou que a gravação foi feita em qualidade muito baixa e o áudio apresenta descontinuidades. Ou seja, não é possível, segundo o perito, afirmar que não houve edição no áudio. “Não posso dizer se houve edição, ou não. Até por uma razão simples, porque não dá para escutar, na maior parte do tempo, o que o presidente está falando”. Para ele, a gravação não poder ser considerada autêntica. “Ela é ruim e deve ser descartada. Eu não posso garantir que ela não foi manipulada”.

Apontado pela defesa como “o melhor perito do Brasil”, Molina destacou o trecho no qual Joesley cita o ex-deputado Eduardo Cunha e a resposta de Temer: “Tem que manter isso, viu?”. O perito explica que nesse trecho, de 17 segundos, foram encontrados seis pontos de possível edição. Molina diz ainda que, em trechos de conversa menos relevante para o processo, não há tanta interferência no áudio. O perito informou que analisou a gravação durante dois dias e duas noites, junto com mais dois profissionais.

O perito também criticou a postura do MPF de anexar a gravação ao inquérito sem tê-la submetido à perícia da Polícia Federal (PF). “Eles concluem que o diálogo ‘encontra-se audível, apresentando sequência lógica’. Na fala do presidente, mais da metade é ininteligível. Se [a fala] de um dos interlocutores que participaram da gravação é ininteligível, como dizer que tem sequência lógica?”, questionou.

Molina apontou vários momentos em que há descontinuidades na gravação. Ele disse que o gravador utilizado por Joesley opera em qualidade muito baixa, em frequência de 4 bits. “São até raros os gravadores que usam 4 bits. Causa até estranheza que uma gravação de tal importância tenha sido feita com um gravador tão vagabundo”, disse.

22 de maio de 2017, 22:19

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou hoje (22) recurso para o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para defender a prisão preventiva do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado federal licenciado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Na semana passada, o ministro Edson Fachin rejeitou individualmente o pedido de prisão e aceitou apenas o afastamento dos parlamentares do mandato. As acusações estão baseadas nas informações prestadas no acordo de delação premiada dos executivos da empresa JBS.

No recurso, Janot afirma que a prisão de Aécio e de Loures é “imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal”. O procurador justifica que há no inquérito aberto pelo Supremo escutas telefônicas e outras provas que demonstram que ambos atuam para obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

“Em virtude dos gravíssimos fatos expostos, o procurador-geral da República requer a reconsideração parcial, que indeferiu o pedido de prisão preventiva decorrente do flagrante por crime inafiançável”, argumenta Janot.

Em depoimento de delação premiada homologado pelo STF, o empresário Joesley Batista disse que pagou este ano R$ 2 milhões em propina a Aécio Neves, a fim de que ele atuasse em favor da aprovação da Lei de Abuso de Autoridade e anistia ao caixa 2 em campanhas eleitorais. Nos depoimentos de delação, os donos da JBS afirmam que Rocha Loures recebeu R$ 500 mil para interceder em assuntos de interesse do grupo.

O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, que foi preso quinta-feira (18). A entrega foi registrada em vídeo pela PF, que rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado na conta de uma empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

A defesa de Aécio informou em nota que, com relação ao pedido da PGR, aguarda ser intimada para apresentar seus argumentos, “oportunidade em que demonstrará a impropriedade e descabimento do pedido ministerial”. Os advogados reiteraram ainda que amanhã entrarão com um agravo contra a decisão de Fachin que, dentro outras medidas, afastou o senador do cargo.

Já os advogados de Rocha Loures argumentam que não há qualquer motivo para a prisão do deputado. “A defesa aguarda pelo STF a manutenção da decisão que negou o pedido do Ministério Público. O deputado no momento oportuno irá prestar todos os esclarecimentos devidos”, diz a nota assinada pela defesa.

22 de maio de 2017, 21:31

A polícia britânica disse que houve um “sério incidente” com mortos e feridos em um estádio na cidade de Manchester, no norte da Inglaterra, onde a artista norte-americana Ariana Grande se apresentava na noite desta segunda-feira (22), após testemunhas relatarem terem ouvido uma forte explosão na arena.

“Serviços de emergência estão respondendo a relatos de uma explosão na Manchester Arena. Há um número de mortes confirmadas e outros feridos. Por favor evitem a área uma vez que serviços de emergência estão trabalhando incansavelmente no local”, disse o departamento de polícia de Manchester em comunicado publicado no Twitter.

Confira alguns vídeos:

22 de maio de 2017, 20:44

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou e colocou em revisão os ratings da empresa JBS. O grupo brasileiro, maior companhia de carne bovina do mundo, é um dos protagonistas da crise política no país desde a semana passada, quando vieram à tona os detalhes de delação premiada feita por seus fundadores, os irmãos Joesley e Wesley Batista.

Foram rebaixados em um nível, e colocados sob análise para novo rebaixamento, os ratings da JBS S.A e da sua subsidiária, a JBS USA. “A ação se segue à confirmação pela JBS S.A. de que sete executivos da companhia e sua controladora, a J&F investimentos, entraram em um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República devido a alegações de corrupção”, afirma a Moody’s em comunicado.

Segundo a agência, o rebaixamento deve-se ao “aumento de riscos” relacionados à possibilidade de futuras ações judiciais e problemas de governança e liquidez da empresa. A Moody’s diz ter “visibilidade limitada” quanto à possibilidade de concretização desses prognósticos.

22 de maio de 2017, 20:02

O governador Rui Costa anunciou que as quatro novas estações da Linha 2 do metrô entram em operação comercial nesta terça-feira (23). A partir das 5h, estarão abertas à disposição da população as estações Pernambués, Imbuí, CAB e Pituaçu.

“Estamos colocando em funcionamento mais um trecho do terceiro maior metrô do Brasil, que chegará a 42 quilômetros. Muito em breve, chegaremos até o Aeroporto”, afirmou o governador em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação (Secom).

A Linha 2 está em operação desde dezembro de 2016 entre Acesso Norte 2 e Rodoviária. Com as quatro novas estações, o trajeto entre Acesso Norte 2 e Pituaçu, com 8,3 quilômetros, pode ser percorrido em apenas 12 minutos, em um equipamento que oferece conforto, ar-condicionado e segurança ao usuário.

Junto com a Linha 1, o metrô já transportou mais de 32 milhões de pessoas desde 2014. Atualmente, a média é de 92 mil usuários por dia. A expectativa é passar a receber 180 mil usuários por dia, com a entrada do trecho até Pituaçu.

22 de maio de 2017, 19:24

A defesa do presidente Michel Temer desistiu nesta segunda-feira (22) do recurso no qual solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão das investigações relacionadas ao presidente. A medida foi tomada após o anúncio de que a Corte autorizou a Polícia Federal a realizar uma perícia no áudio entregue pelo empresário Joesley Batista em seu depoimento de delação premiada.

De acordo com um dos representantes de Temer, o advogado Gustavo Guedes, após o deferimento de perícia, a defesa está satisfeita e não quer mais o julgamento do recurso. Guedes também anunciou que a defesa contratou uma perícia particular para analisar o áudio. Segundo o advogado, foram encontrados “70 pontos de obscuridade no material”.

“A defesa do presidente apresentou petição dizendo agora: nos sentimos atendidos com o deferimento da perícia [oficial] e a partir desse laudo que nós juntamos agora, que nos dá segurança, nós queremos agora que isso se resolva o mais rapidamente possível”, disse.

22 de maio de 2017, 18:31

Geraldo Samor

A continuidade das investigações sobre a JBS — agora no foco do terremoto político que ameaça o Governo Temer — vai revelar esqueletos e passivos que ameaçam a continuidade da empresa, dizem fontes que conhecem de perto a contabilidade dos Batista.

As fontes afirmam que a JBS tem passivos escondidos maiores que seu valor de mercado e maiores do que a multa de R$ 11 bilhões que o Ministério Público Federal está cobrando para celebrar o acordo de leniência.

Ao puxar o fio da meada, as autoridades vão trazer a público três tipos de problemas na JBS.

O primeiro é de natureza fiscal. A empresa é alvo de uma investigação do TCU, que questionou prejuízos causados pela empresa ao BNDES, dono de 21,3% da JBS e credor da companhia.

Além dos irmãos Batista, a JBS sempre teve um acionista misterioso: a Blessed Holding, uma sociedade incorporada no Estado de Delaware, nos EUA, onde as regras para abertura de empresas são menos rígidas.

Até meados de 2014, a Blessed era dona de 13% da JBS — até que o jornal O Estado de São Paulo começou a fazer perguntas à CVM.

Na ocasião, a JBS alterou seu formulário de referência (um documento que as empresas têm que arquivar com a CVM), reduzindo a participação da Blessed na companhia para 6,6%. Na época, os irmãos Batista diziam não saber quem estava por trás da Blessed.

Por sua vez, a Blessed tem como acionistas duas seguradoras sediadas em paraísos fiscais diferentes, mas com telefones e emails para contato iguais. Seus nomes: US Commonwealth Life (com sede em Puerto Rico) e Lighthouse Capital Insurance (sediada em Cayman).

Até hoje, as pessoas físicas por trás dessas seguradoras nunca foram identificadas, mas sabe-se que a Blessed nasceu logo após a fusão da JBS com outro frigorífico, o Bertin — uma operação patrocinada pelo BNDES.

Em 2009, com o Bertin vergando sob uma dívida de R$ 6 bilhões, o BNDES decidiu que fazia sentido enterrar a dívida da Bertin na JBS, que ia bem. Formava-se assim um ‘campeão nacional’ cada vez mais ‘too big to fail’, e de quebra se escondia que o banco havia errado ao financiar o Bertin.

Logo depois da fusão, a Blessed apareceu no formulário de referência da JBS como parte da cadeia societária que controla a empresa dos Batista. E, em meados de 2013, a Blessed virou pivô de uma briga entre os Bertin e os Batista, com os primeiros acusando os últimos de falsificar assinaturas e roubar-lhes R$ 1 bilhão. No ano seguinte, as famílias chegaram a um acordo pelo qual os Bertin saíram da sociedade, mas a Blessed até hoje continua sendo um ponto de interrogação.

E é justamente a compra da Bertin que é o problema para os Batista.

A JBS deu à familia Bertin 28% de seu capital na fusão, mas logo em seguida a Blessed comprou de volta dois terços das ações do Bertin por R$ 17 milhões. Documentos do processo entre Bertin e JBS sugerem que a Blessed pertence na verdade aos Batista, e que o contrato original de fusão continha um adendo de gaveta detalhando esta recompra a desconto. Isso significa que a JBS de fato nunca avaliou a Bertin por R$ 12 bilhões, conforme noticiado, mas sim por R$ 1,5 bilhão. Esta fraude diluiu os acionistas minoritários da JBS, incluindo o BNDES. Ao mesmo tempo, na opinião de fontes que conhecem as filigranas da transação, a sobreavaliação da Bertin criou outra fraude: um ágio indevido de R$ 9 bilhões.

Se as autoridades concluírem que houve fraude no ágio, isso significará que os balanços da JBS desde 2009 (ano da fusão) estão todos errados, e terão que ser refeitos. Como toda a dívida bancária da JBS foi dada sob a premissa de que seus balanços eram reais, isso pode levar os credores a acelerar a dívida da empresa, que hoje chega a R$ 56 bilhões (dívida bruta no final de 2016).

A investigação fatalmente terá que chegar ao auditor da empresa naqueles anos. Entre 2008 e 2010, o auditor da JBS era a BDO Trevisan, seguida pela KPMG entre 2010 e 2013. Em 2011, a KPMG comprou a BDO e a renomeou BDO RCS Auditores Independentes.

Por fim, a JBS tem um passivo que diz menos respeito às autoridades e mais aos investidores, que sempre deram à empresa o benefício da dúvida. Trata-se dos créditos fiscais gerados pela Lei Kandir, que, em dezembro de 2016, chegavam a R$ 2,5 bilhões.

Quando o crédito fiscal aparece como ativo no balanço, isso significa que a empresa reconheceu esse “a receber” do governo como parte do seu lucro no passado. Esse recebível depende de premissas sobre viabilidade e prazo de recolhimento. Se a JBS corrompeu governadores para receber mais beneficios, o saldo no ativo do balanço está exagerado e precisa ser reavaliado. Lucros de periodos passados foram exagerados. A rentabilidade futura também será afetada já que a operação nao contará mais com essa molezinha.

A delação dos Batista indica que haverá desdobramentos em Estados como Ceará e Mato Grosso do Sul, em que o tema ICMS/corrupção vai muito além da Lei Kandir.

Há dúvida também sobre o crescimento do ativo biológico da empresa. O ativo biológico é a linha no balanço onde a companhia lança o valor investido na engorda de animais: vacas, porcos e aves. A lógica é que o custo da compra do bezerro e de ração de engorda pode ser capitalizado até o dia do abate.

No abate, se reconhece a receita da venda da arroba e o custo capitalizado, dando baixa no estoque formado pelo ativo biológico. Em uma operação estável, o ativo biológico não deveria crescer. Para cada vaca engordada há uma outra sendo abatida, e esta linha no balanço deveria ficar estavel. No caso da JBS, essa linha não para de crescer. Aliás, ela cresce mais rápido que as toneladas produzidas. Isso tudo faz parte de uma outra caixa de Pandora da contabilidade da empresa.

Os Batista também devem enfrentar problemas nos EUA pela violação do Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), a duríssima lei americana que se aplica a qualquer empresa que tenha negócios nos EUA e cometa crimes de corrupção em qualquer parte do mundo.

Apesar de relatos de que os Batista estariam em negociações com o Departamento de Justiça (DOJ) americano, advogados que trabalham em Washington defendendo clientes em casos de FCPA dizem que é altamente improvável que o DOJ entre num acordo imediatamente. O mais provável em casos assim é que o DOJ intime documentos e investigue o caso a fundo, o que pode durar dois anos.

Os advogados apontam para o caso da empresa de telecom sueca Telia Sonera. “Em tese, a Telia não tinha nada a ver com os EUA, mas ela se meteu em mercados emergentes e pagou propina a polítcos para obter licenças,” diz um advogado. “Agora, o DOJ e os holandeses estão cobrando US$1,4 bilhão em multa, e olha que o que fizeram foi uma fração dos crimes confessados pela JBS.” Outro empresário brasileiro, J. Hawilla, foi pego nos EUA ‘apenas’ por usar contas em dólar para pagar propina, sem nunca ter tido negócios lá, ao contrário dos Batista.

Resumindo, o valor da JBS como um ‘going concern’ pode ser igual a zero pelos seguintes motivos:

1. O BNDESPar e TCU devem buscar ressarcimento da JBS por conta da diluição artificial causada por fraude no preço de compra da Bertin, via Blessed.

2. A Receita Federal deverá cobrar ressarcimento, multa e mora por conta da sonegação fiscal gerada pelo falso ágio amortizado na compra da Bertin.

3. Os estados irão investigar e cobrar ressarcimento, multa, e mora por sonegação de ICMS, conforme documentado na delação.

4. O auditor independente deverá abrir uma investigação sobre a veracidade das contas da empresa. Se der baixa no ágio e nos créditos tributários, vai comprometer o patrimônio líquido da empresa. Além disso, é possível que a JBS descumpra alguns compromissos assumidos junto a seus credores, como um teto na relação entre dívida líquida e geração de caixa, ou mesmo a manutenção de livros auditados.

5. O Governo americano iniciará uma investigação por violação do FCPA. O valor da multa pode correr na casa dos bilhões de dólares, já que costuma ser função da quantidade de propinas pagas.

22 de maio de 2017, 18:03

Da Redação

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Léo Prates (DEM), informou que a Casa entrará com medida judicial para sustar o efeito de liminar do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que suspendeu a votação do projeto Revitalizar e determina que o projeto volte a tramitar na Casa. A ação movida pela oposição argumenta que o projeto não foi debatido em duas discussões, como prevê a Lei Orgânica.

“Tomaremos todas as medidas legais, dentro do que determinam as leis”, disse Prates, que, na abertura da sessão desta segunda-feira (22), defendeu o processo legislativo e afirmou que a Casa ainda não foi notificada da decisão do TJ. O líder da Oposição José Trindade (PSL) disse que a proposta deveria ter sido debatida em duas discussões e que também deveria ter havido tramitação e votação de parecer da Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente. A decisão liminar da desembargadora Regina Reis tomou como base essa falta de parecer desta comissão.

O projeto Revitalizar foi anunciado pelo prefeito ACM Neto no final do ano passado com o objetivo de requalificar imóveis antigos, tombados ou não, nos bairros do Centro Histórico, Nazaré e Lapinha. O presidente da Casa, Léo Prates, disse que seguiu as tramitações acordadas no Colégio de Líderes e no Colegiado das Comissões. “Todo projeto tem 75 dias para tramitar”, ressaltou Prates.

O líder do governo Henrique Carballal (PV) disse ver com tristeza a oposição recorrer a outro poder para barrar projeto aprovado na Câmara. “Tinham que respeitar as decisões de uma instância da qual fazem parte”, disse Carballal. “O processo legislativo foi respeitado. Quem agiu com litigância de má fé foi quem indigiu a magistrada ao erro. Mas não tenho dúvida de que a verdade sempre prevalece”, completou Carballal.

Ele ainda disse que a oposição agiu com demagogia, pois não exigiu o mesmo rito quando a Casa aprovou, na semana passada, projeto que garantiu gratificação para os servidores municipais. A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) pediu que fosse retirada da ata o termo “demagogia” utilizado pelo verde. Mas Carballal insistiu para que a palavra fosse mantida em seu discurso.

Sanção – A bancada governista, no entanto, comentava que a ação liminar perdeu seu efeito porque, na edição de hoje do Diário Oficial do Município (DOM), constava a sanção do prefeito ACM Neto à lei aprovada. A vereadora Aladilce disse que o DOM foi adulterado, e ela considerou que isso poderia ser considerado “obstrução de justiça”.

“Numa hora, o Diário não trazia essa sanção. Duas horas depois, outra impressão já trazia essa sanção”, observou a comunista. A oposição, com isso, deve ingressar com nova ação na Justiça. O vereador Carballal disse que a oposição só deveria acionar a Justiça para contestar a constitucionalidade da lei, não o trâmite adotado pela Casa Legislativa.

22 de maio de 2017, 17:32

Monica Iozzi terá de pagar R$ 30 mil de indenização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Na última sexta-feira (19), chegou ao fim o processo judicial movido por ele contra a atriz e apresentadora. A Justiça do Distrito Federal mandou arquivar o processo.

Iozzi já havia recorrido da decisão judicial, mas, com o arquivamento, o recurso não é mais permitido. No ano passado, ela publicou uma foto de Gilmar em seu Instagram com o escrito ‘cúmplice?’, e com a seguinte legenda: “Gilmar Mendes concedeu habeas corpus para Roger Abdelmassih, depois de sua condenação a 278 anos de prisão por 58 estupros. Se um ministro do Supremo Tribunal Federal faz isso… Nem sei o que esperar”.

Mendes então entrou com uma ação judicial de difamação e pediu indenização por danos morais. Inicialmente, ele pedia R$ 100 mil.

22 de maio de 2017, 16:56

Após duas assembleias ocorridas nesta segunda-feira (22), os rodoviários de Salvador aceitaram dos patrões um reajuste de 5% nos salários e decidiram suspender a greve prevista para começar na madrugada de terça-feira (23). A categoria estava há 11 dias em estado de greve.

A proposta foi colocada à mesa em reunião com os patrões pela Superintendência Regional do Trabalho e Ministério Público do Trabalho (MPT), que fez a mediação do acordo. “Aceitamos a proposta porque, nesse momento de crise, foi a melhor proposta nacional. Vamos ter 5%, que representa um ganho real de 1,1%. Enquanto isso, em outros estados, os rodoviários sequer conseguiram um reajuste do mesmo nível que a inflação. A categoria foi inteligente de aceitar a proposta”, destacou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, segundo o G1.

A proposta aceita pela categoria contempla, além do reajuste de 5% no salário a partir de 1 de maio, redução da contrapartida do complemento do plano de saúde para R$ 30, readmissão de sete empregados que foram demitidos das empresas vinculadas ao sistema de transporte urbano, compensação do dia 28 de abril de 2017 pelos empregados sem o desconto e a manutenção das demais cláusulas e benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017 da categoria.

22 de maio de 2017, 16:34

A Justiça Federal decidiu suspender os depoimentos que três executivos da empresa JBS deveriam prestar nesta segunda-feira (22) no processo sobre a Operação Bullish, deflagrada há duas semanas pela Polícia Federal.

Antes da crise política causada pela divulgação de delações envolvendo a JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa, e o executivo Ricardo Saud, foram intimados a prestar esclarecimentos sobre supostos favorecimentos que o grupo teria recebido no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No pedido de adiamento, a defesa dos três executivos pediu também que a Justiça devolva os passaportes dos delatores. O juiz, no entanto, enviou o processo ao Ministério Público Federal (MPF) antes de proferir uma decisão.

Após prestarem os depoimentos de delação premiada, os empresários viajaram para os Estados Unidos, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), após terem recebido ameaças de morte, segundo as investigações.

22 de maio de 2017, 15:58

O Supremo Tribunal Federal, através da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, decidiu na tarde desta segunda-feira (22) aguardar a perícia do áudio entre a conversa do empresário Joesley Batista e Michel Temer para julgar o prosseguimento do inquérito contra o presidente da República.

No sábado (20), o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, havia decidido levar ao Plenário da Corte o pedido da defesa do presidente que pede a suspensão do inquérito. O julgamento estava marcado para esta quarta-feira, mas, agora, o caso será analisado somente após a conclusão da perícia, que não tem data para ser concluída.

Segundo Cármen Lúcia, foi o próprio ministro quem condicionou a inclusão do tema em pauta após “concluída e juntada aos autos a perícia, sobre ela imediatamente (intimem-se) o procurador-geral da República e os defensores para que, com urgência, no prazo de 24 horas, se manifestem”.

Cármen Lúcia diz que o julgamento da suspensão do inquérito depende “do integral cumprimento” da perícia. Ela só levará o tema ao plenário assim que o relator, ministro Fachin, estiver habilitado a votar.

22 de maio de 2017, 15:33

Flagrado recebendo R$ 500 mil da JBS, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) disse a aliados que não sabia que havia dinheiro na hora da entrega da mala por Joesley Batista, mas que desconfiou por conta do peso. Na versão de Rocha Loures, ele só soube que tinha dinheiro quando abriu a mala. A informação é da colunista Andréia Sadi, do G1.

Segundo a publicação, aliados de Temer e advogados têm conversado com o deputado afastado do PMDB desde a divulgação da gravação na semana passada. A expectativa do Palácio do Planalto é de que Loures confirme a versão dada nos bastidores às autoridades no momento que for chamado a depor. Ainda não há confirmação de data para depoimento oficial.

Nas conversas com auxiliares de Temer, Loures diz que o presidente da Republica não teve a ver com o recebimento da mala de dinheiro.

O peemedebista, que foi assessor especial de Temer na Presidência, contou a interlocutores que estava se aproximando do dono da JBS, Joesley Batista, por interesse comercial – já que ele, além de deputado, é empresário do setor de alimentos. E disse que, na época, pensou que não fazia sentido a entrega daquela forma, mas que agora ele entendeu por que Joesley “forçou”.

Peemedebistas dizem que o dono da JBS estava em busca de assessores de Temer para produzir provas contra o presidente.

Delação – Enquanto aguardam os desdobramentos, aliados do governo também afirmam temer que Loures queira fazer uma delação premiada pressionado pela família. Motivo: sua esposa está grávida de 8 meses, e ele admite que sua situação na Justiça é ruim.

22 de maio de 2017, 15:04

O número de pessoas que buscaram crédito em abril caiu 15,1% na comparação com março deste ano. Em relação a abril do ano passado, a demanda do consumidor por crédito recuou 5,1%. No acumulado do ano, houve queda de 0,7%, de acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito.

Segundo os dados, houve queda na procura por crédito em todas as faixas de renda. Para os consumidores que ganham até R$ 500 por mês, o recuo foi de 14,5%. Entre os que recebem de R$ 500 a R$ 1 mil, a queda foi de 15,3%, próxima da ocorrida para quem ganha entre R$ 1 mil e R$ 2 mil (-15,2%).

Na faixa dos consumidores que ganham entre R$ 2 mil e R$ 5 mil mensais, o recuo foi de 14,6% e, para os que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, de 14,3%. Entre os consumidores de renda mensal acima de R$ 10 mil, a procura por crédito caiu 13,8%.

Quando analisadas as regiões, todas apresentaram queda em abril. As maiores foram de 17,6%, no Norte, e 17,3%, no Sul. No Nordeste, o recuo foi de 15,5% e, no Sudeste, de 14,2%. No Centro-Oeste, a queda foi de 13,1%.

22 de maio de 2017, 14:38

Servidores e professores municipais entraram em greve por tempo indeterminado na manhã desta segunda-feira (22), em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia, em reivindicação por reajuste salarial, de acordo com os sindicatos que representam as categorias.

Em nota, a prefeitura Municipal de Vitória da Conquista disse que conduz a negociação salarial do funcionalismo com transparência e diálogo, demonstrando que, em respeito ao limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, a administração é obrigada a implementar medidas de contenção de despesas de pessoal, incluindo a não concessão de aumentos.

“A atual gestão está empenhada em reduzir gastos, aumentar receitas e criar condições para valorizar os seus servidores. Temos certeza da colaboração do funcionalismo, convocando-o a permanecer em atividade, evitando prejuízos à população”, diz o comunicado.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserv), os servidores pedem reajuste de 10%. Já o Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista disse que os professores querem o reajuste anual da lei do piso, de 7,46%. Outra reivindicação dos docentes é o plano de carreira da categoria.

Com informações do G1

22 de maio de 2017, 14:10

Da redação

Quando treinava o São Paulo, o técnico Ney Franco, do Sport, que já treinou o Vitória, foi ao programa Bem Amigos do SporTv e mostrou o seu lado roqueiro cantando de sua autoria “Na beira do caos”. Ironicamente a torcida do Sport usa a música para pedir pelas redes sociais a saída de Ney Franco. O Sport ganhou apenas um jogo nas últimas 10 disputas. Quarta, 25/05, enfrenta o Bahia pela final da Copa do Nordeste na Fonte Nova. Ney Franco pode cair.

22 de maio de 2017, 13:36

“Uma boa reportagem pode ser tão fascinante e instrutiva sobre o mundo real quanto um grande conto ou um magnífico romance. Se alguém duvida, peço que leia a narrativa de Ioan Grillo, Bring On the Wall, publicada no The New York Times em 7 de maio. Conta a história do Flaco, um contrabandista mexicano que, desde o colégio, aos 15 anos, passou a vida contrabandeando drogas e imigrantes ilegais para os Estados Unidos. Embora tenha estado cinco anos na prisão, não se arrependeu do ofício que pratica, muito menos agora, quando, diz, sua profissão ilegal está mais florescente do que nunca.

Quando o Flaco começou a contrabandear maconha, cocaína ou seus compatriotas e centro-americanos que haviam atravessado o deserto de Sonora e sonhavam em entrar nos Estados Unidos, o contrabando era um ofício dos chamados “coiotes”, que trabalhavam por conta própria e costumavam cobrar cerca de 50 centavos de dólar por imigrante. Mas, à medida que as autoridades norte-americanas fortaleciam a fronteira com cercas, muros, alfândegas e policiais, o preço foi subindo — agora, cada ilegal paga pelo menos 5.000 dólares pela travessia —, os cartéis de drogas, especialmente os de Sinaloa, Juárez, Golfo e los Zetas, assumiram o negócio e agora controlam, muitas vezes com ferozes disputas entre eles, as passagens secretas através dos 3.000 quilômetros de extensão dessa fronteira, das margens do Pacífico até o golfo do México. O ilegal que atravessa por conta própria, sem a ajuda deles, é punido pelos cartéis, às vezes com a morte.

As maneiras de burlar a fronteira são infinitas, e o Flaco mostrou a Grillo bons exemplos de inteligência e astúcia dos contrabandistas: as catapultas ou trampolins que sobrevoam o muro, os esconderijos construídos no interior dos trens, caminhões e automóveis, e os túneis, alguns deles com luz elétrica e ar condicionado para que os usuários desfrutem de uma travessia confortável. Quantos existem? Devem ser muitíssimos, apesar dos 224 descobertos pela polícia entre 1990 e 2016, porque, segundo o Flaco, o negócio, em vez de se debilitar, prospera com o aumento da perseguição e das proibições. Em suas palavras, há tantos túneis operando que a fronteira México-EUA que “parece um queijo suíço”.

Isso significa que o famoso muro para o qual o presidente Trump busca com afã os milhões de dólares que custaria não preocupa os cartéis? “Pelo contrário”, afirma o Flaco, “quanto mais obstáculos existirem para atravessar, mais esplêndido é o negócio”. Ou seja, aquilo de que “ninguém sabe para quem trabalha” é cumprido, neste caso, à risca: os cartéis mexicanos estão maravilhados com os benefícios que terão com a obsessão anti-imigratória do novo presidente norte-americano. E, sem dúvida, também servirá como grande incentivo para que a infraestrutura da ilegalidade alcance novos patamares de desenvolvimento tecnológico.

A cidade de Nogales, onde o Flaco nasceu, se estende até a própria fronteira, de modo que muitas casas têm passagens subterrâneas que se comunicam com casas do outro lado; assim, a travessia de ida e volta é, portanto, veloz e facilíssima. Grillo teve até a oportunidade de ver um desses túneis que começava em um túmulo no cemitério da cidade. E também lhe mostraram, na altura do Arizona, como as largas tubulações de esgoto compartilhadas por ambos os países foram transformadas pela máfia, por meio de operações tecnológicas ousadas, em corredores para o transporte de drogas e imigrantes.

O negócio é tão próspero que a máfia pode pagar melhores salários a motoristas, agentes alfandegários, policiais, ferroviários e funcionários do que os que estes recebem do Estado ou de empresas privadas, e contar, dessa forma, com um sistema de informações que neutraliza o das autoridades e com meios suficientes para defender seus colaboradores com bons advogados nos tribunais e na administração. Como disse Grillo em sua reportagem, é bastante absurdo que os Estados Unidos estejam gastando fortunas vertiginosas nessa fronteira para impedir o tráfico ilegal de drogas quando, em muitos Estados norte-americanos, o uso da maconha e da cocaína foi legalizado ou será legalizado em breve. E, acrescentaria eu, onde a demanda por imigrantes — ilegais ou não — continua muito forte, tanto nos campos, especialmente em épocas de plantio e colheita, quanto nas cidades, onde certos serviços braçais funcionam praticamente graças aos imigrantes latino-americanos . (Aqui, em Chicago, não vi um restaurante, café ou bar que não esteja repleto deles.)

Grillo lembra os bilhões de dólares que os Estados Unidos gastaram desde que Richard Nixon declarou a “guerra às drogas” e como, apesar disso, o consumo de entorpecentes tem crescido paulatinamente, estimulando sua produção e o tráfico e gerando ao seu redor uma corrupção e uma violência indescritíveis. Basta se concentrar em países como Colômbia e México para perceber que a máfia vinculada ao tráfico de drogas dá origem a enormes distúrbios políticos e sociais, ao aumento canceroso da criminalidade, até se tornar a razão de ser de uma suposta guerra revolucionária que, pelo menos em teoria, parece estar chegando ao fim.

Com a imigração ilegal acontece algo semelhante. Tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, surgiu uma paranoia em torno desta questão na qual — mais uma vez na história — sociedades em crise procuram um bode expiatório para os problemas sociais e econômicos enfrentados e, claro, os imigrantes — pessoas de outra cor, outra língua, outros deuses e outros costumes — são os escolhidos, ou seja, aqueles que vêm arrebatar os postos de trabalho dos nacionais, cometer atrocidades, roubar, estuprar, trazer o terrorismo e sobrecarregar os serviços de saúde, de educação e de pensões. Desse modo, o racismo, que parecia desaparecido (estava apenas marginalizado e escondido), alcança agora uma espécie de legitimidade, inclusive em países, como a Suécia e Holanda, que até recentemente eram um modelo de tolerância e coexistência.

A verdade é que os imigrantes contribuem para os países que os acolhem muito mais do que recebem deles: todas as pesquisas e investigações confirmam isso. E a grande maioria deles é contra o terrorismo, do qual, aliás, são sempre as vítimas mais numerosas. E, finalmente, embora sejam pessoas humildes e desvalidas, os imigrantes não são bobos, não vão para países onde não precisam deles, e sim para aquelas sociedades onde, precisamente devido ao desenvolvimento e prosperidade que alcançaram, os nativos já não querem exercer certas profissões, funções e tarefas imprescindíveis para que uma sociedade funcione e que estão em marcha graças a eles. As agências internacionais, fundações e centros de estudo nos lembram a todo instante: se os países mais desenvolvidos quiserem continuar tendo seus altos padrões de vida, precisam abrir suas fronteiras à imigração. Não de qualquer maneira, é claro: integrando-a, não marginalizando-a em guetos que são ninhos de frustração e de violência, dando-lhe oportunidades que, por exemplo, os Estados Unidos lhe davam antes da demagogia nacionalista e racista de Trump.

Em suma, é muito simples: a única maneira verdadeiramente funcional de acabar com o problema da imigração ilegal e da máfia do tráfico é legalizando as drogas e abrindo amplamente as fronteiras.”

22 de maio de 2017, 13:02

O senador afastado Aécio Neves assinou artigo intitulado “O Crime da Calúnia” na manhã desta segunda-feira (22) na Folha de São Paulo, onde assume que errou ao procurar Joesley Batista para pedir um “empréstimo”. Esse foi o último artigo assinado pelo tucano na Folha. O ex-presidente do PMDB disse, ainda, que os últimos aconteceram trouxeram imensa tristeza para ele e voltou a afirmar que é inocente.

“Tornei-me alvo de um turbilhão de acusações, fui afastado do cargo para o qual fui eleito por mais de 7 milhões de mineiros e vi minha irmã ser detida pela polícia sem absolutamente nada que justificasse tamanha arbitrariedade. Tenho sentimentos, sou de carne e osso, e esses acontecimentos – o que é pior, originados de delações de criminosos confessos, a partir de falsos flagrantes meticulosamente forjados- me trouxeram enorme tristeza”, disse o tucano.

Aécio classificou a gravação de Joesley como covarde e disse, ainda, que foi ingênuo por não perceber que o empresário tenta conduzir a conversa de forma a criar constrangimentos para ele.

“Tudo isso sofreu um abalo sísmico, na semana passada, com a divulgação de gravações covardemente feitas pelo réu confesso Joesley Batista de conversas com o presidente da República e de outras que manteve comigo. Nestas, ele tenta conduzir o diálogo para criar-me todo tipo de constrangimento. Lamento sinceramente minha ingenuidade – a que ponto chegamos, ter de lamentar a boa-fé! Não sabia que na minha frente estava um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação”.

O tucano reafirmou a sua inocência e criticou o posicionamento da imprensa. Aécio declarou também que a sugestão de fazer um empréstimo surgiu do próprio Joesley.

“Mas reafirmo: não cometi nenhum crime! Setores da imprensa vêm destacando uma acusação do delator de que, em 2014, eu teria recebido R$ 60 milhões em ‘propina’. Mas muito poucos tiveram a curiosidade de pesquisar e constatar que isso se refere exatamente aos R$ 60 milhões que a JBS doou legalmente a campanhas do PSDB naquele ano (…) Foi do delator a sugestão de fazer um empréstimo com recursos lícitos, que ele chamava “das suas lojinhas”, e que seria naturalmente regularizado por meio de contrato de mútuo, até para que os advogados pudessem ser pagos. O contrato apenas não foi celebrado porque a intenção do delator não era esta, mas sim criar artificialmente um fato que gerasse suspeição e contribuísse para sua delação. Daí por diante, fomos vítimas de uma criminosa armação feita por elementos que não se constrangeram em criar falsas situações para receber em troca os extraordinários benefícios de sua delação, inclusive ganhando dinheiro especulando contra o Brasil e contra os brasileiros, em razão da crise provocada pela divulgação das gravações. Para eles, o crime e a calúnia certamente compensam”, diz o artigo.

O senador assumiu que errou ao procurar o empresário e lamentou ter pedido para sua irmã também procurar Joesley na intenção de vender o apartamento em que sua mãe morava.

“Errei ao procurar quem não deveria. Errei mais ainda, e isso me corrói as vísceras, em pedir que minha irmã se encontrasse com esse cidadão, que em processo de delação arquitetou um macabro e criminoso plano para obter certamente ainda mais vantagens em seu acordo”, escreveu o tucano.

Aécio finalizou o artigo dizendo que dedicará cada dia da vida a provar sua inocência e afirmou que acredita na “democracia, na Justiça e na integridade das nossas instituições”.

22 de maio de 2017, 12:30

Alberico Gomez

Tá na hora

O PSDB e o DEM esperam a decisão do STF sobre o pedido de Temer em parar o processo com base na manipulação da fita gravada por Joesley. Temer disse que não renuncia, “se quiserem que me tirem”. Parece que é a tendência.

O G4

Surgem quatro nomes dentro e fora do Congresso para substituir Temer, depois que Rodrigo Maia (DEM) assumir e convocar eleições indiretas como manda a constituição: Carmen Lúcia e Gilmar Mendes do STF, Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

As chances

Carmen Lúcia sofre resistência por falta de traquejo político. Gilmar Mendes agrada o Congresso porque é duro com a Lava Jato. Meireles seria a garantia da manutenção das diretrizes econômicas. Tasso é o nome mais palatável ao Congresso e ao mercado por sua habilidade política. E o PSDB voltaria ao poder. Aí o PT e Lula e os partidos de oposição vão chiar. Mas seria melhor que o caos.

Petkovic merece um voto de confiança?

Maurícia da Matta/EC Vitória
22 de maio de 2017, 11:56

Da redação

Depois da derrota por 1 a 0 ontem (21/05) na Fonte Nova contra o Corinthians, o técnico Petkovic disse que viu evolução no time do Vitória e que aos poucos vai colocar o rubro-negro para jogar do jeito que ele quer e que a torcida merece. “Como no meu tempo, com posse de bola e indo para cima para fazer gol”, disse Pet. Falta em campo alguém que jogue semelhante, pelo menos 10%, do que ele jogava. Cleiton Xavier não decide jogo, não passa confiança. Ninguém chuta em gol. E o time é tão ingênuo que tomou um gol de almanaque ontem contra o Corinthians. Petkovic merece uma chance sim. Mas o milagre que ele quer fazer no Vitória tem que acontecer logo.

22 de maio de 2017, 11:22

Da redação

Everaldo Anunciação foi reeleito ontem com 75% dos votos presidente do PT da Bahia. O jornalista Ernesto Marques com com 17% dos votos ficou em segundo lugar. A vitória de Everaldo reforça a estratégia de Rui Costa e Jacques Wagner em manter o poder no estado tentando ganhar as eleições de 2018 contra o prefeito ACM Neto (DEM). Everaldo vai continuar a fazer o papel de blindar o governador Rui Costa. Defender o partido e bater na oposição. Rui Costa não foi votar em Everaldo mas isso faz parte da estratégia de preservar a imagem.

22 de maio de 2017, 10:49

O prefeito ACM Neto se reuniu na manhã de hoje (22) com representantes do Sindicato dos Rodoviários para intermediar a negociação com os patrões, com o objetivo de tentar evitar uma greve da categoria. Ao lado do secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota, o prefeito ouviu um apelo para que atue visando uma melhora na proposta de reajuste oferecida pelo sindicato patronal (Setps), que foi de 3%. O Toda Bahia apurou que tendência é que não haja greve.

“Vou ter também uma conversa com os empresários. Nosso objetivo é tentar intermediar uma solução para evitar a greve, levando em conta as questões econômicas e a realidade atual do país e os apelos dos rodoviários. Esperamos chegar a um consenso”, declarou ACM Neto.

Como parte de uma pauta que tem relação direta com o poder público municipal, o prefeito se comprometeu ainda a manter a gratificação de Carnaval, criada na gestão passada, assegurou que não haverá demissão de cobradores e garantiu o terreno para a implantação da sede do Sindicato dos Rodoviários.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, acredita que o consenso é possível. “Viemos pedir ao prefeito que tente flexibilizar essa proposta dos empresários, que estão muito duros. Não queremos a greve”, afirmou.

22 de maio de 2017, 10:18

De acordo com matéria publicada neste domingo (21) pelo jornal O Globo, o laudo pedido pela Folha de São Paulo que analisou a gravação feita por Joesley Batista durante conversa com Michel Temer apresenta algumas inconsistências. O presidente chegou a citar a análise em seu último discurso.

Segundo a reportagem, Ricardo Caires, responsável por fazer a transcrição, se apresenta como perito do Tribunal de Justiça de São Paulo, mas atua apenas como prestador eventual, sem vínculos com o Tribunal. Procurado pelo O Globo, ele revelou que o trabalho que faz é inicial, sendo necessária uma outra perícia para uma conclusão definitiva.

Caires desmentiu a existência de 50 pontos de edição, como apontado pela Folha, e disse existir apenas 14 pontos editados. Ele afirmou, ainda, que utilizou para a elaboração do laudo um toca-discos, o programa Audacity e o software Vegas Pro 10, o que, segundo especialistas ouvidos pelo O Globo, são insuficientes para determinar uma suposta edição do material. Segundo o jornal, a transcrição contém, ainda, uma série de erros de português.

O perito confundiu, por exemplo, a presidente do BNDES, Maria Sílvia Bastos, com Marina Silva, além de ter trocado a sigla da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com CDN.

22 de maio de 2017, 09:45

De acordo com matéria veiculada neste domingo (21), pelo Fantástico, o ex-chefe do Departamento de Mercado de Capitais do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), José Cláudio Rego Aranha, pode ter favorecido negócios bilionários da JBS. O ex-funcionário, aposentado em 2009, era responsável por autorizar a liberação de recursos para empresas ligadas ao banco.

Segundo a reportagem, Aranha, que é dono de uma vinícola na Paraíba do Sul, Rio de Janeiro, desempenhava também a função de conselheiro de Administração da JBS. “Depois que eu entrei no conselho, eu fiquei 30 ou 40 dias e pedi demissão”, disse Aranha à reportagem do Fantástico.

O Fantástico apresentou como indícios da ligação de Aranha com a empresa o registro do diário oficial de 4 de março de 2008, que aponta que o ex-diretor deveria estar em uma missão internacional na Alemanha pelo BNDES, e a ata de uma reunião da JBS, que aponta a presença de José Cláudio neste mesmo dia.

Questionado pela equipe do programa global, Aranha disse: “Está [a reportagem] achando documentos que até eu desconheço. Eu estava na Alemanha para projetos específicos para o BNDES, que depois não foi implantado. O que você está dizendo não é meu problema. Estou dizendo o que eu fiz”.

22 de maio de 2017, 09:13

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou neste domingo (21) à Polícia Federal uma série de questionamentos sobre as gravações feitas pelo dono do grupo JBS, Joesley Batista, antes de firmar a delação premiada que serviu de base para a abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer. A defesa de Temer também enviou os chamados “quesitos” ao Supremo Tribunal Federal (STF), contendo 15 pontos.

Desde que o conteúdo da conversa veio à tona, Temer tem feito críticas e desqualificado as acusações. Ele negou que tenha atendido a pedidos de Joesley e disse não acreditar no que chamou de “fanfarronices” do empresário, quando este disse que buscava obstruir a Justiça. Ao pedir a continuidade das investigações, a PGR garantiu que não há “mácula que comprometa a essência do diálogo”.

O ofício do Ministério Público Federal, endereçado ao delegado Josélio Azevedo de Souza, coordenador da Força Tarefa da Operação Lava Jato no STF, contém 16 perguntas a serem analisadas pela perícia técnica da PF. Entre outros pontos, elas questional o formato do áudio, eventuais interrupções e evidência de que alguns trechos foram editados.

O pedido foi feito após o Supremo determinar ontem (20) a verificação técnica do conteúdo gravado por Joesley. Atendendo solicitação da defesa de Temer, o STF enviou o conteúdo para perícia da PF, mas não suspendeu as investigações, deixando a decisão para o plenário da Corte.

 

Fonte: Agência Brasil

22 de maio de 2017, 08:41

Há quatro anos, o maior líder político mineiro das últimas duas décadas dava sua primeira cartada para lançar-se à tão sonhada Presidência da República. Aécio Neves acabava de ser eleito presidente nacional do PSDB, com quase 100% dos votos. O ato simbólico de largada para assumir a cadeira que o avô Tancredo esteve prestes a ocupar no período da redemocratização encobria, no entanto, a incipiente perda de força do tucano em seu reduto eleitoral. A gravação de Joesley Batista, que flagra Aécio pedindo propina de 2 milhões de reais, é apenas o golpe de misericórdia sobre o corroído capital político que restava ao ex-presidenciável depois de ter sido engolido pelas delações da Odebrecht na Operação Lava Jato.

Desde que iniciou o primeiro mandato como governador, em 2003, o neto de Tancredo adotou um perfil distinto do avô, que notabilizou-se pela liderança personalista. Embora tentasse se vender como estadista, Aécio tinha como virtude a repartição do poder em diversas frentes, sobretudo no interior de Minas Gerais. “Aécio é um facilitador, nunca foi protagonista”, afirma o cientista político Rudá Ricci. Com maioria na Assembleia Legislativa e o controle do orçamento, o governador conseguia direcionar recursos para núcleos sob sua influência no estado, que reuniam não só a base aliada, mas também políticos identificados com o governo federal.

A afinidade com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não demonstrava puramente o estilo pacificador, mas também uma estratégia para ampliar seu campo de atuação. “O aecismo, que se formou em torno de um quebra-cabeça, tinha a capacidade de aglutinar forças antagônicas. Dava poder a partidos de oposição e conciliava famílias rivais pelo interior. Depois de sua experiência como deputado federal, Aécio levou a pequena política do baixo clero do Congresso para o estado. Essa estrutura lhe garantiu por muitos anos um status de intocável”, analisa Ricci. A favor do tucano também pesava a juventude e a projeção nacional que ganhara como presidente da Câmara dos Deputados. “Depois de Tancredo, Aécio foi o primeiro representante do executivo mineiro com envergadura de presidenciável”, diz Bruno Reis, professor de ciências políticas da Universidade Federal de Minas Gerais. “Ele simbolizava as pretensões da elite e dos setores econômicos.”

Para consolidar sua força, a verve aglutinadora de Aécio alcançou proezas que o conduziram ao pedestal de um semideus. Primeiro, uniu PSDB e PT para emplacar o desconhecido Márcio Lacerda, do PSB, na prefeitura de Belo Horizonte. Em seguida, garantiu a eleição de Antonio Anastasia, sem nenhum lastro na política, como seu sucessor no governo enquanto se lançava ao Senado. A esta altura, ele já havia protagonizado os fenômenos “Lulécio” e “Dilmécio”, em que vários prefeitos do interior apoiavam o PSDB no estado e, ao mesmo tempo, o PT, no plano nacional. As seguidas mostras de domínio nas entranhas mineiras o deixaram confiante para resgatar o ex-ministro Pimenta da Veiga do ostracismo e escolhê-lo para a sucessão de Anastasia em 2014.

Segundo antigos aliados, esse teria sido o erro capital de sua trajetória política. A escolha foi vista como uma traição ao deputado federal Marcus Pestana, regente de um importante núcleo eleitoral na Zona da Mata mineira e candidato natural ao governo. “O Aécio não traiu somente o Marcus Pestana, mas toda a rede que ele liderava no interior, que foi rapidamente desarticulada. Na campanha, havia prefeitos ligados ao Pestana posando para fotos com o Fernando Pimentel [candidato do PT que acabou superando Pimenta da Veiga no primeiro turno]. Foi um erro grosseiro de cálculo político”, afirma Ricci. Para Bruno Reis, “as conquistas que obteve em Minas subiram um pouco à cabeça de Aécio, que cedeu à tentação de tirar um nome do bolso do colete para se manter influente no governo”.

Não bastassem o esfacelamento da base no interior, o fracasso com Pimenta da Veiga e as humilhantes derrotas nos dois turnos em Minas Gerais para Dilma Rousseff na disputa presidencial, o senador teve de lidar com o acirramento da crise econômica que, ainda no governo de Anastasia, havia iniciado o processo de deterioração do aecismo. Em pouco mais de uma década à frente do executivo, a administração que propalava o famoso “choque de gestão” fez de Minas o segundo estado mais endividado do país e perdeu o fôlego para investimentos em áreas-chave como saúde, segurança e educação. “O modelo do Aécio se restringia às relações econômicas e negligenciava as políticas. A partir do momento em que se fecha a torneira e o dinheiro acaba, essa estrutura não se sustenta mais”, avalia Ricci. Do Congresso, em meio à guerra declarada com o PT e a concentração de esforços para derrubar Dilma, Aécio tampouco conseguia atender às demandas estaduais com emendas parlamentares, o que desagradava ainda mais os apoiadores que seguiam ao seu lado após a derrota. “Aécio sempre foi um insider da política, de postura centrista”, diz Reis. “Ao partir para o ataque contra o PT, ele saiu de seu hábitat e fez do impeachment a última cartada pela presidência. Mas, como tinha retaguarda vulnerável, acabou se expondo demais.”

Nesse ponto, a corrida presidencial deixou feridas jamais escancaradas em seu berço eleitoral. Contando com a mão de ferro da irmã Andréa Neves, que desempenhou o papel informal de articuladora política durante o governo, Aécio domava a grande imprensa mineira de acordo com seus interesses. Tinha relacionamento próximo com proprietários de meios de comunicação, como Flávio Jacques Carneiro, antigo dono do jornal Hoje em Dia, que, segundo delação de Joesley Batista, teria se reunido com o empresário para tratar de propinas destinadas à campanha do tucano. O bom trânsito na imprensa do estado, historicamente alinhada a governos de diferentes orientações partidárias, somado à dependência das verbas de publicidade estatal, construiu uma blindagem praticamente impenetrável em torno de Aécio. Vários jornalistas mineiros despedidos durante a proeminência do aecismo atribuem a demissão a exigências de Andrea Neves. De acordo com o Sindicato de Jornalistas de Minas Gerais, ela “exercia forte controle sobre as publicações no estado e perseguia críticos de Aécio”.

Horas depois da prisão de Andrea, que teria negociado pessoalmente com Joesley os 2 milhões de propina repassados por meio de Frederico Costa, primo de Aécio, dezenas de jornalistas promoveram um encontro no sindicato para celebrar o que chamaram de “Dia da Liberdade de Imprensa em Minas Gerais”. Foi justamente nesse contexto de insatisfação velada nas redações que tornou-se praxe ao longo da campanha presidencial o que repórteres apelidaram, em tom irônico, de “tráfico de matérias”. Muitas vezes guiados pela autocensura, a fim de evitar colocar o próprio emprego em risco, profissionais repassavam informações que pudessem comprometer Aécio a veículos de outros estados. Jornais nacionais começaram, então, a publicar reportagens que dificilmente ganhariam espaço em Minas, como a história do aeroporto construído com recursos públicos em um terreno da família do senador, na cidade de Cláudio.

Fora da zona de conforto, diante de uma artilharia que nunca havia experimentado, Aécio e o clã liderado por Andrea Neves reagiam de forma pouco republicana à circulação de notícias negativas que afetavam até mesmo o lado mais íntimo do senador. No começo de 2014, por exemplo, a Justiça negou um pedido para barrar buscas na internet que relacionavam o nome de Aécio ao uso de drogas. A imagem desgastada também comprometeu a capacidade de angariar recursos para as campanhas do PSDB no estado, tanto que o pleito à Presidência deixou uma dívida superior a 15 milhões de reais para o partido. Ainda segundo a delação de Joesley, a JBS teria repassado pelo menos 60 milhões de reais em propinas para a campanha de Aécio. “Esse escândalo é a concretização do desgaste que se desenhava há alguns anos. O declínio de Aécio deixa um vácuo de lideranças políticas sem precedentes na história de Minas”, afirma Rudá Ricci. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, Aécio Neves foi afastado do cargo no Senado, pode ter o mandato cassado e ainda é acusado de tentar obstruir investigações da Lava Jato. A defesa do tucano alega que o pedido a Joesley se tratava meramente de um empréstimo para fins pessoais.

Fonte: El País

22 de maio de 2017, 08:09

Da redação

Temer recorreu ao STF para que o seu processo seja suspenso. A alegação é a de que a gravação de Joesley Batista foi uma armadilha e foi editada. Aécio também recorreu ao STF contra a suspensão do seu mandato que foi decidido monocraticamente por Fachin. As oposições não conseguiram colocar muita gente nas ruas ontem contra Temer. O mercado reagiu, o BC tem 370 bilhões de dólares em reservas para segurar o dólar e a bolsa. Será uma semana de expectativas em crescente. Expectativa de que Temer renuncie. A base aliada não sabe o que fazer. Oposição torce pela prisão de Aécio. Mas Lula também pode ir preso.

22 de maio de 2017, 07:35

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai apresentar ao Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira (22), um pedido para retomar seu mandato.

O ministro Edson Fachin determinou da Operação Patmos, o afastamento de Aécio do Senado e “de qualquer outra função pública”.

Fachin também exigiu que o parlamentar entregasse o passaporte, proibindo que que saísse do país.

“Vamos pedir a revogação das cautelares. O passaporte, ele vai entregar. Mas o afastamento do mandato é ilegal, não há amparo na Constituição”, afirmou Alberto Toron, advogado do senador.

22 de maio de 2017, 06:18

Os suíços aprovaram neste domingo(21) em referendo, por 58,2% dos votos, a chamada Estratégia 2050, que visa a reduzir o consumo de energia, aumentar a eficiência energética, promover as energias renováveis e proibir a construção de novas usinas nucleares. A informação é da Agência EFE.

Apenas quatro regiões, Argóvia, Glarus, Obwalden e Schwyz, rejeitaram a nova lei, na qual o governo da Suíça começou a trabalhar após o acidente nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011, para deixar a era atômica para trás e estabelecer as bases de um ambicioso projeto de transformação energética na Europa.

A Suíça conta com cinco centrais nucleares, que serão desativadas assim que for cumprida sua vida útil, daqui a 20 ou 30 anos.

Um terço da energia produzida pelo país é de origem nuclear, 60% procedem de usinas hidrelétricas e o resto de usinas termelétricas e de várias fontes de energia renovável.

Considerando que, com a nova lei, a Suíça não poderá contar no futuro com um terço da energia que produz atualmente, a Estratégia 2050 estabelece uma redução do consumo de energia e eletricidade.

Em média, cada pessoa deve diminuir o consumo energético em 16% até 2020 e em 43% até 2035, em comparação com o ano 2000, e o de eletricidade em 3% e 13%, respectivamente.

Para compensar esaa redução, a Suíça pretende aumentar a produção de energia por meio de recursos renováveis como solar, eólica e geotérmica, biomassa e o biogás.

O financiamento do estímulo às energias renováveis será bancado por aumento na conta de luz de residências e empresas. A estimativa para uma família de quatro pessoas e com um consumo médio é de um aumento de 40 francos (cerca de R$ 130).

Os opositores da iniciativa, entre eles alguns partidos políticos, alegam que os custos serão muito maiores e que o governo “omite” as despesas reais. Eles afirmam que a lei custará, nos próximos 30 anos, 200 bilhões de francos (R$ 668 bilhões), o que representa anualmente para uma família com quatro pessoas aumento de 3.200 francos (R$ 10.690) em impostos e despesas.

Eles também argumentam que a exigência de reduzir quase à metade o consumo energético nos próximos 18 anos requer “medidas drásticas” aos suiços, com instalações novas nas residências e com mais burocracia e proibições. Destacam que a lei provocará perdas de postos de trabalho e de conforto, sobretudo no turismo, no comércio varejista e nos setores manufatureiros, e que as instalações eólicas e fotovoltaicas adicionais “desfigurariam” a paisagem.

22 de maio de 2017, 04:06

Integrando diversos órgãos estaduais e municipais, a ação ‘Micareta sem Racismo’, desenvolvida em Feira de Santana, tem grande aceitação do público que participa da festa. O serviço foi iniciado na última quinta-feira (18) e segue até este domingo (21), com apoio jurídico e orientações do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, equipamento vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Além de posto fixo instalado na Avenida Presidente Dutra, diversas equipes especializadas atuam nas ruas, realizando pesquisa e monitoramento sobre os casos de discriminação racial no circuito da festa.

A vendedora ambulante Maiara Silva, 23 anos, foi uma das primeiras pessoas a participar das abordagens qualificadas e aprovou a iniciativa. “Acho importante, pois uma grande parte da população sofre racismo e não denuncia. As pessoas precisam ser esclarecidas. Acho muito válido este trabalho”, ressaltou a jovem, afirmando que já conhece o serviço, que foi desenvolvido de forma semelhante no Carnaval de Salvador.

A secretária da Sepromi, Fabya Reis, destacou a importância da vigilância do poder público para a proteção dos direitos da população negra e combate às diversas formas de racismo, no Carnaval, micaretas e festas populares. “Nos quatro dias de festa atuaremos para prevenir as práticas racistas, amparando a população que eventualmente tenha acesso negado a algum espaço, seja vítima ou testemunhe violências deste tipo” comentou.

Após as abordagens, na sexta (20), as equipes visitaram o circuito Quilombola, onde se apresentaram entidades apoiadas pelo Programa Ouro Negro, executado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), por meio do Centro de Cultura Populares e Identitárias (CCPI), que ofereceu apoio a 21 organizações carnavalescas, nos segmentos afoxé, afro, escola de samba, reggae, dentre outros.

22 de maio de 2017, 02:05

Cientistas mineiros estudam fungos da Antártica em busca de substâncias que possam servir para elaboração de medicamentos contra o vírus da dengue. O projeto Micologia Antártica ou simplesmente MycoAntar está realizando testes com mais de 5 mil extratos de substâncias obtidas. Dois deles já demostraram potencial para dar origem a antivirais para humanos, pois foram capazes de inibir o vírus da dengue com baixa toxicidade.

A iniciativa envolve pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entre outras instituições. Durante cada Operação Antártica, que ocorre anualmente entre os meses de outubro e março, cientistas viajam ao continente gelado para realizar a coleta de fungos. As amostras, reunidas desde a criação do projeto em 2013, permitiu à UFMG constituir a maior coleção de fungos da Antártica do mundo. São cerca de 8 mil espécies.

Utilizando essas amostras, os cientistas da UFMG crescem os fungos em baixa temperatura e coletam extratos das substâncias produzidas. Eles são enviados para o Centro de Pesquisa Renê Rachou, da Fiocruz, sediado em Belo Horizonte. Lá são identificados os que manifestaram atividade biológica em contato com o vírus da dengue.

“Digamos que, de mil extratos, 100 foram ativos. Então, vamos mapear cada substância desses 100 extratos para testá-las individualmente. Já estamos nessa fase do estudo. Dois extratos já se mostraram mais promissores e agora vamos caracterizar todas as suas substâncias”, explicou Luiz Rosa, pesquisador da UFMG.

Também já foi identificada uma substância capaz de inibir o vírus da dengue, conhecida como meleagrina. No entanto, ela não é inédita. “Já havia sido observada em fungo marinho e agora nós a encontramos em um fungo da antártica. O problema é o seu preço. Apenas 1 miligrama vale US$ 1 mil. Mas pode ser que, de repente, nós descobrimos que esse fungo consegue produzi-la em maior quantidade. Ou quem sabe, no futuro, a gente consiga usar essa substância como modelo para criar uma molécula sintética que pode gerar um medicamento acessível”, acrescenta Rosa.

O cientista esclarece que o medicamento que buscam não será necessariamente capaz de eliminar a dengue. Pode ser, por exemplo, um remédio que alivie os sintomas de uma fase aguda ou que ajude a desenvolver uma vacina.

22 de maio de 2017, 00:11

A Coreia do Norte fez hoje (21) mais um teste com míssil, lançado no Sul do país, que percorreu cerca de 500 quilômetros, O lançamento foi feito uma semana depois de ter disparado outro projétil balístico de médio alcance, que contribuiu para aumentar a tensão na península, de acordo com o Exército da Coreia do Sul. A informação é da Agência EFE.

“A Coreia do Norte disparou um míssil não identificado, a partir de um ponto perto de Pukchang, na província de Pyongan Sul”, anunciou o Estado Maior Conjunto (JCS), em breve comunicado. O teste ocorreu às 16h59 (horário local, 4h59 de Brasília) e o projétil voou cerca de 500 quilômetros para o Leste, por isso teria caído no Mar do Japão.

Porta-vozes do JCS explicaram à agência Yonhap que estão analisando o tipo de míssil e sua trajetória, e descartam, por enquanto, que se trate de um míssil balístico intercontinental.

O teste foi realizado depois de a Coreia do Norte ter lançado, na semana passada, o Hwasong 12, um novo míssil de médio alcance que mostrou importantes avanços para o regime de Kim Jong-un (o líder norte-coreano) desenvolver no futuro um ICBM, com ogiva nuclear, que possa chegar aos Estados Unidos.

Os especialistas consideram que com esses últimos testes, a Coreia do Norte estaria pondo à prova o novo governo sul-coreano, do presidente Moon Jae-in, que chegou ao poder há quase duas semanas. A intenção é melhorar os laços com a Coreia do Norte, mantendo, ao mesmo tempo, o mecanismo de sanções.

Em comunicado divulgado em Riad, na Arábia Saudita, onde o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está em visita oficial, a Casa Branca diz o míssil lançado hoje pela Coreia do Norte era de alcance menor que os utilizados nos três últimos testes feitos pelo país.

O projétil, segundo o texto, era de médio alcance. A última vez que o regime de Kim Jong-un fez um teste com esse tipo de míssil foi em fevereiro, acrescenta a nota.

21 de maio de 2017, 22:33

Uma equipe formada por estudantes do curso de Edificação, do Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) em Gestão Severino Vieira, no bairro de Nazaré, em Salvador, levaram o prêmio de melhor estrutura física do projeto ‘Estrutura para Todos’, promovido pela Universidade Salvador (Unifacs), neste sábado (20). Os seis alunos integrantes da equipe vencedora construíram, durante um mês, uma ponte feita com palitos de picolé, sob a orientação do professor Samuel Nunes. Sobre ela, como teste da competição, foi colocada uma peça de 60 kg e a sua estrutura continuou firme, ao contrário das edificações de outras equipes, que não suportaram o peso e se desmancharam ou caíram.

Os estudantes do Ceep Severino Vieira vencedores da disputa buscaram aplicar, na prática, os conhecimentos das aulas teóricas sobre resistência estrutural metálica e de concreto armado, como explicou o professor Samuel Nunes. “Eles concorreram com cerca de 25 equipes, entre elas a da própria Unifacs. Esta vitória foi muito importante, porque mostrou que os nossos alunos estão aptos a construir protótipos de edificações, como a ponte treliçada (estrutura composta por cinco ou mais unidades triangulares, construídas com elementos retos e cujas extremidades são ligadas em pontos conhecidos como nós), levando em conta questões importantes como resistência e força de tração, essenciais para a sua base estrutural”, ressaltou o educador.

O secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, destaca que o governo vem estimulando, cada vez mais, a participação de estudantes em competições, inclusive nacionais e internacionais. “É muito bom acompanhar o desempenho dos estudantes e educadores da rede estadual nessas competições, uma vez que eles sempre obtêm destaque. Isso os estimula, cada vez mais, a seguir com seus projetos de vida a partir dos conhecimentos adquiridos no ambiente escolar”, disse.

A diretora do Ceep, Juçara Silva Santos, destaca que outras duas equipes do Ceep participaram da iniciativa, que contou ainda com palestras e outras ações voltadas ao tema de Engenharia de Estruturas. Estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional em Controle e Processos Industriais Newton Sucupira também participaram das atividades.

21 de maio de 2017, 21:05

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, fez neste domingo (21) um discurso para 55 líderes de países muçulmanos, aos quais pediu que expulsem extremistas das seus territórios e se unam ao governo americano para conquistar um futuro melhor” para todos. A informação é da Agência EFE.

“Não estamos aqui para ensinar nem para lhes dizer como viver, o que fazer ou como praticar a sua fé. Em vez disso, oferecemos uma aliança baseada em valores e interesses comuns, com o fim de conseguir um futuro melhor”, disse Trump em Riad, na Arábia Saudita, onde faz visita oficial.

Em reunião de cúpula na capital saudita, o presidente americano também pediu aos aliados que expulsem extremistas dos “seus lugares de oração, das suas comunidades e da terra santa”.

“Os EUA estão preparados para lutar junto com eles em busca da segurança e dos interesses comuns”, declarou Trump aos participantes, entre eles de países de África, Ásia e do Oriente Médio.

O anfitrião, o rei saudita Salman bin Abdulaziz, e Trump anunciaram ainda a criação de um centro, com sede em Riad, para combater o financiamento do terrorismo, do qual participarão também os países do Conselho de Cooperação do Golfo.

Trump acusou um inimigo comum, o Irã, de desestabilizar o Oriente Médio e responsabilizou o país por “tudo o que está acontecendo na Síria “e de apoiar os indescritíveis crimes” do presidente do país árabe, Bashar Al Assad.

No discurso, o presidente norte-americano lamentou a situação no Oriente Médio, que era antes “um lugar de paz e de tolerância” no qual as religiões conviviam.

Ele lembrou que 65% da população da região têm menos de 30 anos e que, com isso, existe “um grande futuro para ser construído”, caso não sofra com conflitos e o derramamento de sangue.

Trump chegou ontem (20) a Riad para uma visita de dois dias. É sua primeira viagem ao exterior desde que chegou à Casa Branca e inclui escalas em Israel, na Palestina, no Vaticano, na Bélgica e Itália.

21 de maio de 2017, 20:01

Sem confirmação de presença da maior parte de líderes da base aliada, o presidente Michel Temer cancelou o jantar que ofereceria como tentativa de mostrar que ainda tem o apoio do Congresso. Seria oferecida uma feijoada no Palácio da Alvorada, a partir das 19h30, após convite disparado pelo ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo).

Segundo a Folha de São Paulo, parte dos líderes e ministros justificaram a ausência pelo fato de terem preferido passar o final de semana em seus estados. Por terem sido avisados na última hora, disseram que não chegariam a tempo de participar do jantar presidencial – o jantar foi transformado em encontro informal com grupo reduzido que já estava em Brasília.

A ideia do encontro surgiu na noite de sábado (20), mas aliados do presidente já haviam informado que muitos parlamentares teriam dificuldade para antecipar o retorno a Brasília para esse domingo. Temer busca demonstrar força após a delação de executivos da JBS que motivaram abertura de inquérito pele STF contra o peemedebista.

Carregando notícias...