segunda-feira, 21 de setembro de 2020

“Vacinação para Covid-19 na Bahia só em março de 2021”, diz secretário de Saúde

Foto: Paula Froes/GOVBA

Da Redação

A vacina contra o coronavírus só deve começar a ser aplicada nos baianos a partir de março de 2021. A estimativa é de Fábio Vilas-Boas, secretário da Saúde da Bahia.

Em entrevista na última terça-feira (15) no programa Saúde & Bem-Estar, apresentado pelo jornalista Jorge Gauthier no Instagram do jornal Correio*, Vilas-Boas afirmou que, apesar da Bahia ter a parceria com a Rússia em andamento para a distribuição de 50 milhões de doses da vacina, o prazo para o início da imunização ainda depende da aprovação e registro da vacina junto à Anvisa. Além disso, reforçou que, na rede pública, a vacina não terá como contemplar todos os baianos. “A prioridade serão as pessoas que são grupos de risco”, afirmou.

Questionado sobre o cronograma real de planejamento em relação à vacina, ele afirmou: “As vacinas estão em fase de teste. Todos os fabricantes, seja a alemã da Pfizer, seja a vacina de Oxford, as vacinas russa e chinesa, nenhuma está aprovada para uso em lugar nenhum do mundo, ainda. E todos os fabricantes, confiantes, já estão produzindo e estocando. Caso dê certo, eles estarão alguns meses na frente. Quando a vacina estiver aprovada, lá em novembro, a prioridade de vacinação será para aqueles que enfrentam um maior risco. A primeira será população do Hemisfério Norte, que estará confinada em casa com temperaturas muito frias fora. Depois, a população do Hemisfério Sul, que tem o seu inverno no meio do ano. É impossível vacinar a população toda rapidamente. Os grupos de risco serão prioridade”.

Sobre a Bahia, ele disse que “a previsão mais racional é que a vacinação comece aqui apenas em março de 2021”. “E será uma vacina de duas doses – com intervalo estimado de 21 dias entre as doses. O que é preocupante, pois aderência à segunda dose, que acontecerá cerca de um mês depois, geralmente é menor. E vai faltar seringa no mundo, mas a Bahia já está se preparando”, completou.

Questionado se haverá vacina para todos os baianos, ele afirmou: “A vacina é apenas para o grupo de risco, que tem maior chance de morrer. Não haverá vacina para todo mundo em um primeiro momento, é desnecessário. Segue a mesma lógica da gripe H1N1. No Brasil a vacina será gratuita, a partir do Programa de Imunização Nacional”.

16 de setembro de 2020, 17:34

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