Trinta anos depois da morte, Luiz Gonzaga inspira artistas que divulgam a cultura sertaneja
Trinta anos depois da morte de Luiz Gonzaga, lembrada nesta sexta-feira (2), o legado do Rei do Baião é repassado para várias gerações de sanfoneiros e cantores nordestinos. Não importa a idade, os artistas mantêm aceso o ritmo consagrado pelo pernambucano, nascido em Exu, no Sertão.
Em mais de 50 anos de carreira, Gonzagão mostrou para todo o país e para o mundo o que é o Sertão. A sua gente, os costumes e o ritmo comandado pela sanfona. Gravou mais de 600 canções e vendeu mais de 10 milhões de discos.
Gonzagão ousou vestir chapéu de couro e roupa de vaqueiro nas apresentações e acelerou os compassos da música nordestina para criar e se tornar o Rei do Baião. Para acompanhar a música acelerada e vibrante, ele criou o trio de forró. Foi dele a ideia de juntar a sanfona à marcação da zabumba e ao som agudo do triângulo.
Ele compôs mais de 200 músicas e, com o parceiro Humberto Teixeira, criou “Asa Branca”, considerado o hino do Nordeste brasileiro.
Até o fim da vida, ele cantou. No último show que fez, no Recife, estava numa cadeira de rodas e deixou, segundo o G1, um pedido: que dissessem que ele, sanfoneiro, amou muito o Sertão.








