terça-feira, 16 de julho de 2019

Tia Eron desagradou Damares por ter nomeado “esquerdistas” para ministério

Foto: Willian Meira/MMFDH

Redação

A alegação de pouca produtividade da ex-secretária nacional de Políticas para Mulheres, Tia Eron, não foi o único fator para a exoneração determinada pela ministra do Direitos Humanos, Damares Alves. A nomeação de assessores com histórico de militância à esquerda teria sido a gota d´água, segundo apurou o Toda Bahia.

Movimento negro

As nomeações de Rosenilda Nascimento Rozendo de Jesus e de Janete Fernandes Suzart da Silva Santos teriam causado muita irritação em Damares. Ambas são ligadas ao movimento negro em Salvador e teriam perfis não compatíveis com a visão mais à direita que o ministério, sob Damares, busca ter.

Os currículos

Rosenilda é bacharel em Ciências Contábeis, com MBA em Gestão Pública, e tem passagem pela então Superintendência de Politicas para a Mulheres de Salvador. Janete é professora de História, mestre em Estudos de Linguagens pela Uneb e doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos pela Ufba. Também é militante e ativista do movimento negro, sendo coordenadora nacional e estadual do Fórum Nacional de Mulheres Negras.

Mais exonerações

Outros sete assessores ligados a Tia Eron foram exonerados de suas funções. Os perfis não casaram com o da ministra Damares Alves, que pretende realizar uma política para mulheres sem criar acirramento, ao menos no discurso, com os homens – foi o que comentou fonte ouvida por Toda Bahia.

07 de maio de 2019, 11:00

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