sábado, 13 de junho de 2026

Bolsonaro é citado em investigação do caso Marielle e processo pode ir ao STF

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Redação

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro tiveram acesso ao livro de registro de visitas do condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, local onde residem o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o PM Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco.

Segundo reportagem do Jornal Nacional, no dia do crime, em 14 de março de 2018, um outro suspeito pelo crime, Élcio de Queiroz, foi até o local e pediu na portaria para ir até a casa de Bolsonaro. O porteiro do condomínio disse em depoimento que interfonou para perguntar se podia liberar o visitante, o que foi autorizado por um homem que ele identificou como “seu Jair”.

Depois de entrar no condomínio, contudo, o suspeito não foi até a casa de Bolsonaro, e sim até à de Ronnie Lessa, principal suspeito por ter disparado os tiros que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes.

 

A citação a Bolsonaro deve levar o caso de Marielle ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que o presidente, então deputado federal, tem foro privilegiado.

A reportagem frisa que, apesar da identificação da voz pelo porteiro, no dia do crime Bolsonaro estava em Brasília e participou de duas votações, segundo registro da Câmara. Ele também publicou videos na rede social no dia em que aparece no gabinete.

 

29 de outubro de 2019, 23:31

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