sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Secretário diz que plano do governo é manter pagamento de auxílio emergencial

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Da Redação

O secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (22) que o governo pretende o auxílio emergencial, mas com valor inferior às três parcelas anunciadas inicialmente de R$ 600. A ideia é usar o valor médio de pagamento do Bolsa Família, que é de R$ 200 ao mês.

“Dados os benefícios (do auxílio emergencial), tanto diretos como indiretos, o ministro (Paulo Guedes) chegou a comentar uma referência nesse caso que é o Bolsa Família, que tem um ticket médio de R$ 200 por mês”, disse Rodrigues em entrevista à Globonews.

Para o secretário, o auxílio tem provocado um impacto positivo muito importante na economia, e por isso seria fundamental dar continuidade a essa ajuda a informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados. “Quando olhamos o auxílio emergencial e a extensão da crise, que é imprevisível, a preocupação do Ministério é de que haja uma transição para esse programa, para que não deixemos os mais vulneráveis”, afirmou.

“De todas as medidas que o governo já tomou, em torno de 20 medidas, um número realmente elevado, dessas o auxílio emergencial é o que tem mais impacto fiscal, a gente estima em R$ 51,5 bilhões”, acrescentou o secretário. “O impacto de mais de R$ 50 bilhões por mês é muito elevado. Por exemplo, é o dobro do Bolsa Família para todo o ano.”

De acordo com o governo, esse gasto elevado motiva a redução do valor das parcelas mensais.

22 de maio de 2020, 14:39

Compartilhe: