Raquel Dodge pede homologação da rescisão da delação de Joesley e Saud
Cláudia Nogueira
A procuradora-Geral da República, Raquel Dogde, requereu nesta segunda-feira (18) a homologação da rescisão do acordo de colaboração premiada do sócio e do ex-diretor da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, respectivamente. A manifestação de Dodge acompanha o pedido do ex-PGR Rodrigo Janot e corrobora a tese de que Batista e Saud descumpriram o acordo firmado com o MPF ao omitir intencionalmente fatos criminosos dos quais participaram ou tinham conhecimento.
Em sua manifestação, Dogde apresentou três episódios que sustentam a teses. O primeiro deles foi a participação de Marcelo Miller como defensor dos interesses da J&F quando ainda era procurador da República. O segundo foi o pagamento de R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira (PP/PI) para mudar o posicionamento no caso do impeachment da então presidente Dilma Rousseff e o terceiro a existência de uma contra bancária no Paraguai em nome de Ricardo Saud.
“Embora fossem de conhecimento dos colaboradores, uma vez que constavam de áudio que reproduziu uma conversa entre ambos, ocorrida em 17 de março, esses três fatos só chegaram ao conhecimento da Procuradoria-Geral da República em 31 de agosto. É que, inicialmente, essa era a data limite para a entrega de novos anexos e dados”, disse a procuradora.
Para Dodge, os fatos comprovam a má-fé dos colaboradores. “Trata-se, portanto, de forte indício, e não mera especulação, a reforçar que os colaboradores agiram movidos pelo intuito de ludibriar o MPF e proteger aliados, em conduta claramente desleal e afrontosa ao pacto que fizeram nos Acordos de Colaboração Premiada e à justiça”, afirmou.








