terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Rapidinhas: Reis 34% x Rui 20%

Foto: Divulgação/PMS

Davi Lemos

Não. Esses não são os percentuais que o prefeito eleito de Salvador, Bruno Reis (DEM), e o governador Rui Costa (PT) teriam em uma pesquisa sobre impossível, devido à lei eleitoral, disputa para o Governo da Bahia em 2022 – o petista não pode mais concorrer à reeleição. São os percentuais de secretarias e de empresas e autarquias comandadas por mulheres no governo estadual e no secretariado municipal que começa a atuar em 01 de janeiro de 2021. São percentuais emblemáticos uma vez que são os governos majoritariamente de esquerda que buscam, ao menos no discurso, favorecer a representatividade segundo gênero e raça, por exemplo.

Números

Das 64 secretarias, órgãos e empresas estaduais da administração petista, 13 são chefiadas por mulheres, conforme consulta realizada na tarde desta segunda-feira (28) por Toda Bahia – uma das 13 é a Voluntárias Sociais, tradicionalmente dirigidas por primeiras-damas. Das 35 secretarias, órgãos e empresas públicas que irão compor a gestão de Reis, 12 serão capitaneadas por mulheres. No discurso realizado no anúncio do secretariado, Reis salientou que a escolha das mulheres ocorreu pela competência e não pelo simples fato de serem mulheres. O democrata ainda pontuou que seu governo focará na gestão e não na política.

Lugar de fala

É no mínimo curioso que um gestor de centro-direita como Bruno Reis realize com melhores resultados aquilo que a esquerda – Brasil e mundo a fora – alardeie em discurso, mas peque na prática. Segundo o jargão da esquerda, Rui perdeu (ou não usou) seu “lugar de fala”. À derrota real após a abertura das urnas em Salvador, uma derrota simbólica já no início dos trabalhos que precedem as possivelmente duras disputas de 2022, quando o candidato de Reis (provavelmente ACM Neto) e o de Costa (ainda a definir) devem se enfrentar.

28 de dezembro de 2020, 19:04

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