sexta-feira, 15 de novembro de 2019

RAPIDINHAS: Peppas, meninos mimados e hienas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Reportagem Toda Bahia

As trocas de farpas entre os quase nunca amigos Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann indicam que o PSL e o presidente Jair Bolsonaro e seus três meninos devem seguir mesmo voos solos. Nos últimos dias, deputados federais insatisfeitos já falaram que Joice, chamada de “Peppa Pig” por Eduardo, seria o nome do partido para disputar a presidência em 2022 – a deputada, em pronunciamento na segunda-feira (28), disse que pretende disputar a prefeitura de São Paulo, mas indicou um candidato mais viável para 2022: Sérgio Moro.

Juiz presidente?

Fontes do PSL no Congresso apontam que o ministro da Justiça Sérgio Moro só continua no cargo porque, no momento, não teria para onde ir se pedisse exoneração. Ele estaria muito insatisfeito com as supostas manobras realizadas pelo presidente para blindar o filho Flávio Bolsonaro – a suspensão das investigações com dados do Coaf e da Receita Federal eram um dos pilares do modus operandi que Moro desejava utilizar; com a liminar do presidente do Supremo, Dias Toffoli, a estratégia daquele que seria um superministro foi por água abaixo. Se não é mais um superministro, parlamentares apostam que será um super candidato. Segundo Joice, Moro venceria no primeiro turno.

Meninos travessos

Os áudios que vêm sendo revelados sobre a atuação do Fabrício Queiroz – investigado no caso da rachadinha no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio – tornam ainda mais desacreditada a promessa de combate à corrupção dos Bolsonaro. Matéria de capa da IstoÉ também revela “traquinagens” de Eduardo Bolsonaro com os recursos do fundo partidário do PSL – até a lua de mel do deputado e hoje líder do PSL na Câmara teriam sido pagas com recursos públicos.

STF indignado

O vídeo divulgado na conta do Twitter oficial do presidente na República na qual ele aparece como um leão cercado por hienas tem as digitais do filho vereador Carlos Bolsonaro. Dentre os alvos destacados como hienas estava o STF. O decano da Corte, Celso de Melo, destacou que o presidente não poderia agir como um “monarca presidente”. Se há um suposto acordão com o Supremo, os filhos do presidente estariam destruindo o acordo Bolsonaro-Toffoli por dentro. Bolsonaro pediu desculpas pelo vídeo, mas o estrago está feito e é preciso ver as próximas cenas.

29 de outubro de 2019, 16:15

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