quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Rapidinhas: Palpites do Patinhas

Foto: Reprodução/TV Cultura

Da Redação

Davi Lemos

O jornalista e marqueteiro João Santana já tem o seu candidato a vice-presidente da República ideal para 2022: o ex-presidente Lula. E dois candidatos de sua predileção à presidência: Ciro Gomes (PDT) ou o senador Jaques Wagner (PT). O primeiro seria o ideal, caso as esquerdas superassem egos e ódios e se unissem. O segundo, se o PT insistir em encabeçar a chapa ou lançar candidaturas “puro sangue”. Essas seriam as melhores possibilidades para enfrentar Jair Bolsonaro que, segundo Patinhas, foi a “máscara estranha buscando tempo estranho”. As declarações foram dadas no Roda Viva desta segunda (26).

Fenômeno?

Santana diz que Jair Bolsonaro não foi tão fenomenal assim em 2018, nem acha que houve uma onda; prefere a versão da “máscara estranha”. O marqueteiro disse que o processo eleitoral foi o fenômeno. Era o pior candidato dentro (Geraldo Alckmin, do PSDB), o melhor candidato impedido (Lula, que agora ele quer como vice – só precisa mudar a Lei da Ficha Limpa antes), o desmantelo das lideranças no Rio, em São Paulo e em Minas (efeito do desbaratamento dos esquemas criminosos pela Lava Jato) e o atentado contra Bolsonaro, que já iniciou o processo eleitoral com 20%.

Não chegará forte

Ainda segundo as previsões de João Santana, Bolsonaro não chegará com tanta força em 2022. O ex-marqueteiro do PT, que foi preso também no âmbito da Lava Jato e fez acordo de delação premiada, acredita que o quadro de 2018 não se repetirá quatro anos depois. Entende que a recuperação de Bolsonaro durante a pandemia é devida ao auxílio emergencial (o “Corona Voucher”) e que a mudança de “herói moral” para “herói social” e a tentativa de Bolsonaro de entrar com tudo no Nordeste são estratégias de alto risco.

Mea culpa e a mentira

Ao ser questionado por que não admitiu, durante as investigações da Lava Jato, que recebia via caixa dois para realizar as campanhas do PT, respondeu, com cinismo, que “a mentira é um privilégio humano e um prazer também”. Apesar de ser o único marqueteiro preso, disse que não foi o que mais ganhou nem o que fez mais coisa errada; foi somente, garantiu, o que mais perdeu e mais foi punido. Ele disse que defenderia autocrítica do PT em 2018: “seria necessária”. Mas Patinhas não quis apontar os erros do partido por quem afirmou ter sido traído: “seria deselegante”.

27 de outubro de 2020, 20:04

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