sexta-feira, 15 de novembro de 2019

RAPIDINHAS: Os deputados e os filhos do presidente

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Reportagem Toda Bahia

Os atritos na bancada do PSL – que ficaram evidentes nas últimas duas semanas a partir da troca de farpas entre o presidente da República Jair Bolsonaro e o presidente da sigla, Luciano Bivar – já possuem um longo histórico de embates nos bastidores desde a transição de governos, entre novembro e dezembro. As divergências surgiram logo após o escanteamento de líderes do partido no Nordesde como Julian Lemos (PB) e Heitor Freire (CE), alvos dos filhos do presidente. A escolha de Eduardo Bolsonaro (SP) para a liderança na Câmara foi somente o estopim.

PSL na Bahia

Com o anúncio feito no sábado (19) pelo secretário-geral do PSL na Bahia, Alberto Pimentel, de que romperia com o presidente Bolsanaro, os ataques que já eram crescentes contra a presidente da sigla na Bahia, Dayane Pimentel, intensificaram-se. Na levada pela perda de curtidas nas redes sociais, deputados estaduais do partido como Capitão Alden e Talita Oliveira manifestaram apoio ao presidente – Talita já está distante dos Pimentel desde o início do mandato; Alden havia recomposto, mas retornou ao campo de Talita. O casal Pimentel argumenta que não traiu o presidente por não apoior Eduardo na liderança do partido.

PSL em Salvador

Na capital baiana, após o anúncio do rompimento entre os Pimentel e o presidente Bolsonaro, especulou-se que a sigla poderia perder a Secretaria de Trabalho, Esportes e Lazer (Semtel), cujo titular é Alberto. O prefeito ACM Neto, entretanto, garantiu que o secretário permanece, independente da relação com Bolsonaro. Quem foi rápido em afastar-se do casal foi o vereador Alexandre Aleluia (DEM), que já estava se aproximando do partido para o qual deveria migrar após a janela partidária. Aleluia reforçou apoio incondicional ao presidente da República.

Futuro

Sem a necessidade de defesa de tudo o que ocorre no governo Bolsonaro, o PSL na Bahia ficou mais livre para construir alianças tanto para 2020 quanto para 2022. Os que permanecerem no PSL dos Pimentel terão trabalho árduo para conseguir capitalizar quadros fora da “onda Bolsonaro” que, convenhamos, não ocorreu na Bahia – tanto que o partido elegeu somente uma federal do total de 39 e dois estaduais de um total de 63.

22 de outubro de 2019, 19:31

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