quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Rapidinhas: O pedido de Olavo para que Bolsonaro renuncie

Foto: Reprodução/YouTube

Davi Lemos

O professor e filósofo Olavo de Carvalho voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro e, desta vez, sugeriu que o chefe do Executivo renuncie se for incapaz de defender a liberdade dos seus mais fiéis amigos. “Se você não é capaz nem de defender a liberdade dos seus mais fiéis amigos, renuncie e vá para casa antes de perder o prestígio que em outras épocas soube merecer”, escreveu o filósofo, nesta quarta-feira (25), no Facebook.

Amigos presos

Um desses amigos a que se refere Olavo de Carvalho é o jornalista Oswaldo Eustáquio, que escreveu também hoje, mas no Twitter: “Preso há seis meses, alvo de cinco buscas e apreensões, com sigilos bancário e telemático quebrados por denunciar a trama de dois golpes contra Bolsonaro, solicitei agenda com (a ministra dos Direitos Humanos) Damares Alves e o Ascom Flávio Gusmão blindou a ministra e abriu queixa-crime contra mim na delegacia”. Estáquio cumpre prisão domiciliar após ordem do ministro do STF Aexandre de Moraes assinada em 17 de novembro. Dentre outros “amigos presos” do presidente, estava a Sara Winter.

Sem perdão

Como noticiado aqui em Rapidinhas, o filósofo já havia dito, em agosto, que não perdoaria o presidente pela “cachorrada” que ele vinha fazendo com seus “mais fiéis apoiadores”. Carvalho curtiu com um “amei” um comentário do seguidor Marlon Belotti, que escreveu sobre Bolsonaro: “Ele foi um ator formidável ao longo da campanha para presidente. Podemos compará-lo ao Sylvester Stallone, em ‘Rambo’, ou ao Arnold Schwarzenegger, em ‘Conan'”.

Cultura, honestidade e uma indireta

Ainda na série de comentários críticos, Carvalho afirmou: “A cultura não é condição da honestidade, mas é condição indispensável”. E, logo em seguida, acrescentou: “Quando os brasileiros vão entender isto, porra? Pessoas sem cultura podem parecer boazinhas, mas na hora H mudam de lado, porque todas as suas convicções são superficiais”. A crítica tem sintonia com o que escreveu, em recente artigo no Diário do Comércio, o ex-porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros.

Outra indireta no queixo

Sem citar Bolsonaro, assim como também não o fez Carvalho ao falar da relação entre cultura e honestidade, Barros falou de líderes narcisistas que se aliam a outros mais poderosos e igualmente narcisistas. “Isso se desvenda em razão de que lhe falta, a esse líder subalterno, escopo político, ideológico e intelectual”, escreveu o ex-porta-voz.

Paz e bem

Em tempo: Em resposta ao site “O Antagonista”, Carvalho explicou que não pediu renúncia de Bolsonaro, pois seu escrito está na condicional; há ali um “se”. Sobre quem entendeu errado: “vocês não sabem ler e não querem aprender”. Para encerrar: “Paz e bem”, lema de São Francisco de Assis tão repetido pelo ex-porta-voz de Bolsonaro que não conseguiu o milagre de endireitar a comunicação presidencial.

25 de novembro de 2020, 19:58

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