quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Rapidinhas: O domingo e a democracia com Bruno e Biden

Foto: Betto Jr./Secom e Divulgação/Partido Democrata

Davi Lemos

Se for confirmada a tendência das pesquisas eleitorais para prefeito de Salvador, o democrata Bruno Reis deve ser eleito novo prefeito no próximo domingo (15) e deve confirmar uma hegemonia do grupo do prefeito ACM Neto na capital baiana. Enquanto isso, na maior potência mundial, embora virtualmente eleito, o senador democrata Joe Biden ainda não pode celebrar a eleição, pois enfrentará judicialização engendrada pelo ora derrotado presidente Donald Trump – quem vencer, terá que governar uma país rachado. Nota: em 2000, o candidato George W. Bush venceu Al Gore após recorrer à Suprema Corte.

Democracia não é divisão?

Ainda no segundo dia da apuração dos votos nos EUA, o sociólogo Demétrio Magnoli fez um comentário no mínimo estranho ao descrever, na GloboNews, o cenário eleitoral norte-americano. Disse o comentarista que a democracia de lá está em risco, pois o país está dividido, uma vez que a direita que apoia Trump se opõe com maior vigor aos liberais (termo que se dá à esquerda nos Estados Unidos) que apoiam Biden, os Clintons e Obama. Então pergunta-se: a democracia só ocorre quando há hegemonia? Vale a hegemonia de ambos os lados?

Hegemonia e divisão

Na democracia, é válido aquilo que é chancelado legitimamente nas urnas. As vitórias incontestáveis de ACM Neto em 2016, em Salvador, de Rui Costa, em 2018, e uma provável vitória de Bruno no domingo são sinais de democracia; assim como são sinais de democracia as vitórias de Trump, Bolsonaro e Biden em cenários de divisão apresentados pelas urnas. Democracia não é necessariamente o cenário da unanimidade, é muitas vezes o cenário do saudável dissenso.

12 de novembro de 2020, 19:08

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