quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Rapidinhas: Neto e um tabu de 32 anos quebrado em Salvador

Foto: Divulgação

Da Redação

Davi Lemos

Há 32 anos, o então prefeito de Salvador Mário Kertész conseguia eleger seu sucessor Fernando José (1943 – 1998) na capital baiana. Anos depois, o atual radialista assumira que um de seus grandes arrependimentos foi contribuir para a vitória de Fernando. Neste domingo (15), o prefeito ACM Neto, ao final do oitavo ano de mandato, viu a eleição de Bruno Reis. Em que podem diferir as administrações dos sucessores de Kertész e Neto?

O outsider e o político

Grande radialista da capital baiana, Fernando José foi um desses fenômenos de outsiders que, pela fama em área próxima à política e pelo protagonismo na cena soteropolitana, venceu a disputa interna no PMDB e aquelas eleições de 1988 com 45% dos votos. Já Bruno é tudo, menos um outsider. É conhecedor dos bastidores, conhece o Legislativo, é articulador e, diferentemente de Fernando José, tem experiência no Executivo, seja como vice-prefeito ou como secretário de importantes pastas na gestão de ACM Neto.

O loquaz e o sagaz

Saber como funciona a cidade é o grande diferencial. Fernando era loquaz, mas jamais havia posto a “mão na massa”, daí, como resultado, realizou uma das piores administrações da história recente de Salvador. Bruno, como se percebe, não tem a mesma desenvoltura com microfones, mas conhece os meandros da política baiana e soteropolitana. Um outro diferencial fundamental: o sucesso de Bruno será fundamental para os planos de Neto em 2022. Agora é observar.

16 de novembro de 2020, 19:57

Compartilhe: