sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Rapidinhas: Netinho, o sucesso com o Axé, o bolsonarismo e o fiofó

Foto: Divulgação

Davi Lemos

O cantor Netinho desponta, ao menos nas redes sociais, como o mais novo expoente do bolsonarismo na Bahia. Famoso por sucessos como “Milla” e “Beijo na boca”, o cantor atualmente notabiliza-se pela defesa ferrenha não somente de pautas conservadoras, mas também do presidente Jair Bolsonaro. Netinho tem circulado no entorno dos filhos do presidente, notadamente ao lado de Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), com quem realiza uma live neste sábado (1).

Rodando por BSB

Ao passo que tornou-se ativo defensor do presidente nas redes sociais, Netinho também circula mais ativamente por Brasília e por secretarias e ministérios. Já esteve ao lado do secretário de Cultura, Mário Frias, e tem ganho mais destaque que políticos baianos e soteropolitanos que, inclusive, apoiaram a fracassada tentativa de criar o “Aliança pelo Brasil”, partido que Bolsonaro queria criar ainda visando as eleições municipais de 2020.

LGBTs

No anúncio da live que realizará neste sábado, Netinho, que é assumidamente bissexual, fez um comentário curioso a respeito do movimento LGBT. Segundo o cantor, “se esse pessoal LGBT não vivesse de acordo com o fiofó, porque eles vivem assim, pensando no fiofó, estariam hoje comandando o Brasil junto com o Jair (Bolsonaro)”. Netinho disse que mudou a visão sobre conservadorismo em 2016.

Sodoma e Gomorra

Apesar de ter feito fama e dinheiro com o carnaval de Salvador, o cantor comparou a folia soteropolitana a “Sodoma e Gomorra”, cidades que, segundo o livro bíblico do Gênesis, foram destruídas por Deus devido ao pecado de seus habitantes. Netinho disse que, desde 2016, não tem mais relações sexuais. Ele confessou: “Eu não podia ver um buraco de fechadura que me dava tesão”. Mas agora só pensa em política; nada de sacanagem.
Assista ao vídeo:

31 de julho de 2020, 19:05

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