quinta-feira, 16 de julho de 2020

Rapidinhas: Mendonça pensou que era Juninho

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Davi Lemos

O desejo de encantar o chefe e ter uma tão sonhada vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) fez o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, pensar que era José Levi Mello do Amaral Júnior, atual advogado-geral da União. Impetrar habeas corpus para evitar o depoimento do ministro Abraham Weintraub (Educação) seria papel do Juninho, se fosse cabível uma defesa do Estado ao ministro. Uma vaga no STF faz alguns perderem a compostura e o senso de liturgia devido ao cargo que ocupam.

Canto de sereia para Aras

Jair Bolsonaro fez chegar aos ouvidos de Augusto Aras, atual PGR, a lisonjeira informação de que ele pode ser um de seus escolhidos para uma vaga no Supremo. Aras está prestes a decidir que destino dará à ação que investiga se o presidente interferiu ou não na Polícia Federal – o PGR já enfrenta uma rebelião no MPF devido ao seu pedido do inquérito das Fake News. O episódio somente demonstra que “confiar nas instituições” é oportunamente ignorar que elas são compostas por membros eivados de vaidade e interesses políticos confessáveis e inconfessáveis.

Ainda os Paralamas 1

Na edição de ontem (28) dessas Rapidinhas, foi citada uma composição do grupo Os Paralamas do Sucesso intitulada “Luís Inácio (300 picaretas)”. Um determinado trecho da canção que faz elogio ao ex-presidiário e ex-presidente Lula diz: “Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei / Uma cidade que fabrica sua própria lei / Onde se vive mais ou menos como na Disneylândia / Se essa palhaçada fosse na Cinelândia / Ia juntar muita gente pra pegar na saída / Pra fazer justiça uma vez na vida”. Comentário a seguir.

Ainda os Paralamas 2

Alguns poderiam dizer que há incitação ao crime quando há somente poesia. Outros, sobre os investigados atuais no inquérito das Fake News, que há somente liberdade de expressão onde se vê somente incitação ao crime. Como sempre, o crime só é identificado a depender de quem o comete e de quem o julga. Quem enxerga poesia onde há somente poesia e crime onde há somente crime, independentemente do autor da obra de arte ou do crime, esse é um coitado: será sempre visto como traidor pelo candidato a déspota do momento.

29 de maio de 2020, 20:01

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