segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

RAPIDINHAS: Câmara quer ouvir Netflix sobre especial do Porta dos Fundos

Foto: Divulgação

Davi Lemos

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (17), a convocação de representante da Netflix para prestar esclarecimentos sobre o filme “A Primeira Tentação de Cristo”, produção especial de Natal do grupo de humor Porta dos Fundos. A produção era alvo de protestos de católicos e evangélicos; e agora a repercussão chegou ao Congresso e já ultrapassou as barreiras do país.

Nos EUA

Como dito, a repercussão do caso chegou em outros lugares. O bispo da Diocese de Tyles, no Texas (EUA), Dom Joseph Strickland, denunciou a produção do grupo brasileiro em uma postagem no Twitter. O prelado norte-americano classificou o especial como “blasfemo” e reiterou a campanha para que outros católicos americanos cancelassem a assinatura do canal de streamming.

Arte x ofensa 1

A jornalista Ana Lígia Lira, estudiosa das aparições de Nossa Senhora no Brasil, lembrou da obra do mestre Ariano Suassuna, o Auto da Compadecida. “O filme trazia um Jesus negro, uma Maria idosa, uma estória de adultério, um trambiqueiro, um mentiroso, um monte de cangaceiros, um Padre e um Bispo bem interessados em dinheiro. Mas sabe de uma coisa? Foi escrito por um gênio! Foi escrito sem agredir, com doçura e delicadeza. Com respeito e bondade. Em nada ofendeu aos católicos”, escreveu a jornalista.

Arte x ofensa 2

Como a polêmica chegou ao mundo anglófono, pode-se recordar da engraçadíssima “Vida de Brian”, produzida pelo grupo britânico “Monty Python”. O filme não é marcado pelo ortodoxia no trato do tema religioso, mas, ao menos, traz algo essencial a um filme apresentado como comédia: é engraçado.

17 de dezembro de 2019, 19:14

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