sábado, 27 de fevereiro de 2021

Rapidinhas: As cinzas da Fraternidade

Foto: Reprodução/Instagram

Davi Lemos

A Quarta-Feira de Cinzas celebrada hoje (17) pelos católicos, dia em que também é lançada a Campanha da Fraternidade, este ano ecumênica, marca também um racha entre bispos, sacerdotes e leigos da Igreja. O motivo da briga é a redação do texto-base que ficou sob os cuidados da pastora luterana Romi Bencke que traz temas como diversidade de gênero e a utilização, em um documento eclesiástico, da sigla LGBTQI+. Além das questões de gênero, o texto traz críticas ao patriarcado, à propriedade privada, dentre outros pontos de coloração à esquerda.

Sem texto e sem doação

Os bispos Dom Fernando Guimarães (arcebispo ordinário militar), Dom Adair Guimarães (Formosa-GO), Dom Gil Moreira (Juiz de Fora-MG) e Dom Fernando Rifan (Adm. Apostólica São João Maria Vianey) pronunciaram-se contra o documento e afirmaram que não o utilizariam durante as reflexões da Quaresma (período de penitência em preparação à Páscoa) nem enviariam à CNBB ou ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) os valores arrecadados no Domingo de Ramos. Dom Gil considerou que “houve uma grave falha com relação ao texto-base que tem provocado séria polêmica, por apresentar conceitos duvidosos em relação à doutrina social e à Moral cristã”.

Isolados

Um bispo que não compõe o grupo dos quatro citados anteriormente disse ao Toda Bahia que a cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está em situação de isolamento quando à maioria do episcopado brasileiro. O prelado afirmou que o tema da campanha ecumênica foi aprovado pelos bispos: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”. “Mas o texto-base caiu como uma bomba”, disse. Ele salientou que a maioria dos bispos que compõe os regionais da CNBB não se sente mais representada pela cúpula da Conferência – só não fala abertamente “porque filhos não expõem a Mãe (a Igreja) em via pública”. Na verdade, a reação pública de alguns bispos foi resposta à ação de diversos grupos leigos.

Futuras pazes?

Embora tenha havido um público racha entre o presidente nacional do DEM, ACM Neto, e o novo ministro da Cidadania João Roma (Republicanos/BA) – inclusive com a demissão de Luiz Galvão, indicado de Roma, da coordenação das Prefeituras-bairro em Salvador – a crença geral no grupo que faz (ou fará) sustentação a uma provável candidatura de Neto ao Governo da Bahia em 2022 é de que a dupla deve se reencontrar logo mais à frente. Roma afirmou, em entrevista à Tribuna da Bahia, que trabalhará pela candidatura de ACM em 2022. Não é divórcio; deram somente um tempo.

Não tem jeito

A deputada estadual Janaína Pascoal (PSL/SP) escreveu na terça-feira (16), no Facebook, que o único caminho possível para o ex-ministro da Justiça e ex-juiz federal Sérgio Moro, após as revelações da Vaza Jato, é candidatar-se à Presidência da República. “Haja vista o inferno em que estão transformando a vida dele, não vejo outro caminho para Sérgio Moro, além de se candidatar à Presidência da República em 2022. Querem derrubar todo o trabalho dele, não querem que ele advogue, nem que preste consultoria”, escreveu Janaína. Ela apostou: “Seus detratores não percebem que estão traçando o caminho dele! E se ele se candidatar, não terá para ninguém!”. A conferir.

17 de fevereiro de 2021, 21:29

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