domingo, 1 de agosto de 2021

Rapidinhas: Arthur Maia, duas reformas espinhosas e as urnas

Foto: Agência Câmara

Davi Lemos

O deputado federal Arthur Maia (DEM/BA), relator da PEC da Reforma Administrativa, lembrou que, quando relatou ainda durante o governo Temer a reforma da previdência, principalmente adversários apresentaram prognósticos contrários à sua reeleição em 2018. Mesmo com a tramitação da reforma suspensa pelo governo anterior, que foi somente aprovada em 2019, Maia criticou o ex-presidente pela retirada da proposta da pauta da Câmara. Com a reforma administrativa, o democrata reeleito em 2018 diz não temer as urnas em 2022, nem o desgaste que terá com grande parte do funcionalismo público.

Fim da estabilidade

O democrata quer o fim da estabilidade para carreiras que não sejam “típicas de estado”. Ou seja, conforme falou em webinário promovido pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), realizado no início da semana, somente carreiras como as de policiais, juízes, promotores e auditores fiscais manteriam os moldes atuais de estabilidade. Todas as outras devem ser submetidas ao cumprimento de metas: quem não as cumprir, pode cair fora. Arthur Maia ressalta que deve fazer a coisa certa e também quer acabar com férias de 60 dias, licença-prêmio e promoção automática que, no atual regime, beneficia tanto bons quanto péssimos servidores.

A angústia de Bruno

Após seis meses de governo, as lágrimas de Bruno Reis (DEM) mudaram de sabor. Se antes de assumir a cadeira, eram as doces lágrimas da vitória pela sucessão do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, Bruno agora chora amargamente pelas dificuldades com a pandemia. Em entrevista à rádio Metrópole, na quinta-feira (1), Reis disse que agora dorme, acorda e até toma café da manhã na prefeitura. Com o recrudescimento da pandemia, Bruno também disse que sente saudade de abraçar o povo e de fazer as entregas de obras que permitem o contato com o povo; o caixa, também em virtude da pandemia, está já chegando aos níveis críticos.

Voto impresso 1

Nessa semana, o ex-prefeito e presidente nacional do DEM, ACM Neto, disse ser contrário à volta do voto impresso, pois considera o sistema atual seguro e a volta ao anterior, um retrocesso. Partido que está na base do prefeito, o PDT apoia, desde os tempos de Leonel Brizola, o voto impresso, pois é o único que permite uma auditoria confiável. Ademir Ismerim, advogado especialista em direito eleitoral que trabalhou em campanhas do DEM, diz não ser contrário ao voto impresso em nome da lisura eleitoral.

Voto impresso 2

Os contrários ao registro do voto impresso também espalham suas fake news. Os defensores do chamado voto auditável não querem a volta das urnas de lona nas quais os eleitores depositavam os votos, mas que sejam acopladas às urnas eletrônicas similares às atuais impressoras que registrariam o voto também em papel – e não, o eleitor não levará o voto para casa. O modelo atual requer fé religiosa do eleitor, pois este deve acreditar nas vozes pretensamente dogmáticas de ministros do TSE e do STF: “nós garantimos que é seguro”. Voto, como defendem os partidários da modalidade auditável, não pode dar espaço para dúvidas. E onde é necessário fé, sempre há uma pequena dose de incerteza.

Expulso pelos caboclos

A vereadora Marta Rodrigues (PT), em conversa com esta coluna, revelou o motivo pelo qual o presidente Jair Bolsonaro não participou da “motociata” marcada para o Dois de Julho deste ano. “Ficou com medo dos caboclos e não veio”, ironizou a petista. E um outro caboclo que é o titular do terreiro do Palácio de Ondina também mandou “trancar ruas”, ou melhor, blitz serem realizadas pelo caminho onde passariam as motos. A PM realiza uma na Avenida Bonocô nesta sexta-feira (2).

02 de julho de 2021, 15:33

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