terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Rapidinhas: A pandemia cancelou o milagre do sangue de São Januário?

Foto: Ansa

Davi Lemos

O difícil ano de 2020 veio acompanhado de mais um fato que, para católicos e para pessoas que gostam de acompanhar os “sinais dos tempos”, indica dias, digamos, incertos. O que ocorreu? Nesta quarta-feira (16), o sangue de São Januário (272 – 305) não se liquefez quando a ampola com a relíquia do padroeiro de Nápoles foi extraído do relicário em que fica na catedral da cidade italiana. O não acontecimento do milagre é visto como prenúncio de desastres.

Precedentes

Quando o milagre não se verificou ocorreu um terremoto em Irpinia (1980), a epidemia de cólera em Nápoles (1973) e a Itália entrou na II Guerra Mundial (1940). Talvez não seja difícil adivinhar qual catástrofe ocorre em 2020. Daí o questionamento: será que neste ano o milagre (ou melhor, a não ocorrência dele) deu-se depois da tragédia? Em páginas católicas nas redes sociais, o alvoroço foi grande após monsenhor Vincenzo Di Gregorio, abade da Capela de San Gennaro Del Duomo de Nápoles, pronunciar: “[o sangue] não se liquefez”.

Advento

O milagre de São Januário no período do advento do Natal comemora o feito do santo que salvou Nápoles da erupção do vulcão Vesúvio em 16 de dezembro de 1631. Durante o ano litúrgico, em outras duas ocasiões, o milagre é aguardado: no sábado que precede o primeiro domingo de maio e em 19 de setembro, dia do martírio do santo. Outro detalhe sobre as tragédias: são quase sempre locais ou restritas à região da Itália. Logo, para nós que estamos aqui na Bahia, a preocupação deve ser manter os cuidados contra a Covid.

17 de dezembro de 2020, 21:29

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