sexta-feira, 15 de novembro de 2019

PGR pede ao STF para reabrir investigação que apurava se senadora Katia Abreu usou caixa 2

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o desarquivamento de um inquérito que investigava se a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) cometeu caixa 2. Os procuradores argumentam, segundo o G1, que surgiram novas provas que justificam a reabertura do caso.

A defesa da senadora, que já se manifestou no caso, alega que a PGR já possuía as informações apresentadas agora desde 2017 e que elas não são suficientes para a reabertura do caso. Os advogados pedem que o inquérito seja mantido arquivado.

A investigação começou a partir da delação da Odebrecht e foi arquivada pela Segunda Turma do STF em setembro do ano passado.

À época, a PGR pedia prorrogação da investigação, mas os ministros da Suprema Corte entenderam que o caso estava se prolongando demais e que não havia provas que justificassem mais tempo para os investigadores.

O inquérito foi aberto em março de 2017 para investigar a informação de delatores de que a senadora teria recebido da empreiteira R$ 500 mil em caixa 2 para a campanha eleitoral de 2014. Os delatores apresentaram registros do sistema “Drousys”, que era utilizado pela empresa para gerenciar o pagamento de propinas para políticos.

Neste sistema, a senadora teria recebido o codinome “Machado”, e os R$ 500 mil teriam sido pagos em duas parcelas de R$ 250 mil. Além de Kátia Abreu, o inquérito também investigava o marido da senadora, o engenheiro Moisés Pinto Gomes.

Entre os documentos entregues pelos delatores, estavam planilhas que apontavam dois pagamentos de R$ 250 mil feitos ao codinome Machado, com datas estimadas e senhas utilizadas na entrega.

O primeiro teria sido feito, de acordo com os documentos, em 2 de outubro de 2014, utilizando a senha “bigode”. Já o segundo teria sido feito na semana seguinte, em 9 de outubro, utilizando a senha “volante”. As informações são do jornalista Marc, da TV Globo.

09 de novembro de 2019, 09:46

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