sexta-feira, 15 de novembro de 2019

O MDB tem 3 governadores, 66 deputados e 12 senadores, mas o comando do partido está na cadeia

Foto: Agência Brasil

Redação

Morte anunciada

As grades da prisão se abriram para Temer quando ele assumiu a Presidência da República e resolveu governar com a sua turma do MDB no primeiro escalão. Geddel, Eduardo Alves, Eliseu Padilha, Moreira Franco e Jucá. Todos estão sem foro privilegiado e só dois estão soltos: Padilha e Jucá. Mas ambos têm vários processos da Lava Jato nas costas.

Renan tem foro

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, também está preso, Renan Calheiros não é da turma de Temer e tem foro privilegiado com o mandato de senador, mas perdeu o comando do Senado. Cabral e Pezão estão presos e devem continuar.

Expulsão 

O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) pediu que todos sejam expulsos do partido. “Não posso continuar no mesmo partido de Geddel”, disse. Hoje o presidente nacional do partido é Romero Jucá. O que será do MDB com quase toda a cúpula na cadeia? O partido tinha 66 deputados federais em 2014, hoje caiu para 34 mas ainda é uma bancada influente. No Senado,

Jucá e Geddel nos dois extremos: o primeiro, solto, o segundo, preso

o PMDB foi o partido que mais elegeu senadores em 2018, foram sete numa bancada total de 12 senadores, a maior da Casa. O partido conseguiu eleger 3 governadores e tem um ex-presidente da República solto, José Sarney.

Nas grades

Ainda com poder, mas comandado por presidiários, o MDB é uma incognita ou melhor é o retrato da realidade política brasileira.

Desafio

Moreira Franco, Garotinho, Rosinha Garotinho, Pezão, Cabral. Nós últimos três anos, cinco ex-governadores do Rio foram presos e três estão presos: Cabral, Pezão e agora Moreira Franco. Está aí um desafio para o 63º governador do Rio de Janeiro: o juiz Wilson Witzel (PSC). Concluir o mandato e não ir em cana depois. Ele se elegeu prometendo acabar com o crime e a corrupção.

22 de março de 2019, 11:31

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