sexta-feira, 10 de julho de 2020

Rapidinhas: O gabinete das declarações “sem querer querendo”

Foto: Divulgação

Davi Lemos

A impressão que se tem em Brasília é que, além do suposto “Gabinete do Ódio” que espalha ‘fake news’ e campanhas para ‘assassinato de reputação’, pode haver um gabinete estratégico para dar declarações bombásticas “sem querer querendo”. Recordam, por exemplo, a frase do presidente Jair Bolsonaro dita a um apoiador na qual comentou que “Bivar está queimado para caramba”. Bolsonaro referia-se ao presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. Isso ocorreu em outubro.

O “foda-se” de Heleno

O “foda-se” do general Heleno gerou movimentação nos brasileiros (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O general Augusto Heleno (GSI), em um evento ocorrido antes da votação dos vetos do presidente – notadamente o veto 52 que indicaria quem controlaria R$ 30 bilhões do orçamento da União -, disse que o Congresso chantageava o Executivo e soltou o palavrão. Aquilo serviu para movimentar as redes e, se colasse, serviria para movimentar as ruas – foi convocada manifestação para o dia 15 de março.

Modus operandi

Estas declarações tornadas públicas “sem querer querendo” são vistas como parte do “modus operandi” da relação entre o atual governo e os demais atores da política nacional. Mas o que se tem visto são revezes, para não dizer trapalhadas. O governo, na labuta pelos R$ 30 bilhões do Orçamento, teve que deixar R$ 19 bi nas mãos dos congressistas – e, como foi noticiado, precisou comprometer-se a não mais divulgar vídeos que incitassem a população contra os outros dois poderes da República. Parece que o estrategista do “sem querer querendo” é o Chaves. Isso, isso, isso.

05 de março de 2020, 17:37

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