quarta-feira, 22 de maio de 2019

Novo Mercado de São Miguel tem investimento de R$ 5,1 milhões dentro do programa Salvador 360

Foto: Valter Pontes/Secom

O prefeito ACM Neto assinou hoje (12) a ordem de serviço para início imediato das obras do Mercado de São Miguel, na Baixa dos Sapateiros, que contará com investimento total de R$5,1 milhões, dentro do programa Salvador 360, eixo Centro Histórico . Além de permissionários, moradores e lideranças da região, também participaram da cerimônia o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Bruno Reis; e a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, dentre outras autoridades.

Vítima de um incêndio em setembro de 2017, o espaço está com a estrutura deteriorada e sem condições de funcionamento. As obras terão duração de 12 meses, sob a responsabilidade da Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop), vinculada à Seinfra.

“Este é um mercado que, ao longo do tempo, passou por um processo de degradação e de abandono. Um mercado que, no passado, já teve muita tradição, que tinha a expressão da força do comércio da Baixa dos Sapateiros e o que essa região representou para a capital baiana no passado”, declarou ACM Neto.

Estrutura

Na cerimônia, foi feita uma apresentação em vídeo na qual a população pode conferir, em linhas gerais, como ficará o Mercado São Miguel após as obras. Concebido para manter a diversidade de atividades do equipamento, o projeto, elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira, conserva a tradição do centro de compras sem abrir mão de necessidades arquitetônicas atuais, como elementos de acessibilidade e paisagismo.

O mercado seguirá concentrando o comércio de ingredientes para as comidas tradicionais da Bahia (Foto: Divulgação)

O novo Mercado São Miguel abrigará, numa área de 4.460 m² – sendo 1.671 m² de espaço construído -, 28 boxes para comercialização de produtos hortifrutigranjeiros, 31 para itens diversos, nove espaços para oferta de serviços, seis bares/restaurantes, sanitários masculino, feminino e para pessoas com deficiência, elementos de acessibilidade, ambiente para roda de capoeira e estacionamento com vagas para até 30 veículos, além de um santuário dedicado ao culto do santo que empresta o nome ao equipamento.

O projeto contempla a reforma total do mercado, especialmente da ala esquerda da estrutura, completamente destruída no incêndio, inclusive o telhado. A parte frontal da estrutura contará com um recuo para a criação de uma área verde, que será ladeada pelo setor de serviços do equipamento, abrigando vendedores, chaveiros e outros prestadores tradicionais do espaço.

A estrutura tradicional será preservada, bem como a ideia de manter o uso diversificado do equipamento. O mercado seguirá concentrando o comércio de ingredientes para as comidas tradicionais da Bahia, como camarão e azeite de dendê, além de utensílios e ervas indispensáveis à liturgia do candomblé. A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) ficará responsável pelo levantamento dos atuais comerciantes e identificação de novos permissionários que possam ter o perfil do mercado.

Próximas intervenções

Na solenidade de hoje, o vice-prefeito e secretário da Seinfra, Bruno Reis, relembrou os demais investimentos promovidos ou a serem iniciados pela administração tanto na área de mercados municipais, quanto na revitalização do Centro Histórico. Em sete anos, e contando com as obras dos próximos mercados de Jardim Cruzeiro (a ser entregue no próximo dia 10 de abril), São Cristóvão e Mercado Modelo (ambas intervenções a serem iniciadas), o investimento em mercados municipais chegará a R$30 milhões.

Além disso, no Centro Histórico, dois terminais também serão requalificados: o da Barroquinha, com projeto a ser finalizado ainda neste mês de março, e o do Aquidabã, com elaboração do projeto a ser concluído em maio. Já está em obras a requalificação da Rua Cônego Pereira, que liga o Largo Dois Leões ao Aquidabã, com investimento de R$16 milhões. “Isso significa que, no próximo ano, vamos ter essa região da cidade amplamente requalificada e que compõe esse amplo conjunto de investimentos da Prefeitura no Centro Histórico”, elencou Reis.

“Com esse conjunto de obras, a perspectiva será outra. Comerciantes que passaram anos e anos sofrendo por atenção do poder público terão os pontos comerciais valorizados e retomada do fluxo de pessoas a esta parte da cidade. Além de um centro de comercialização, o Mercado São Miguel também será um ponto turístico, algo atrativo para quem passa por aqui ou realiza atividades na Baixa dos Sapateiros”, salientou ACM Neto.

12 de março de 2019, 14:13

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