Nova fase da Lava Jato mira pagamentos da Oi a empresas do filho de Lula
Redação
A nova fase da Operação Lava Jato realizada na manhã desta terça-feira tem como alvo a realização de pagamentos suspeitos de R$ 132 milhões da Oi para empresas de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula.
Estão sendo cumpridos 47 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal. Segundo o Ministério Público Federal, os pagamentos foram realizados sem justificativa econômica plausível enquanto o grupo Oi/Telemar foi beneficiado por diversos atos praticados pelo Governo Federal.
As empresas de Lulinha teriam sido contratadas sem cotação de preços e com pagamentos acima dos valores contratados e praticados no mercado. Contratos e notas fiscais colhidas pela operação comprovariam esse esquema. Além disso, há suspeita também de pagamentos realizados por serviços não executados.
“Entre 2005 e 2016 o grupo Oi/Telemar foi responsável por 74% dos recebimentos da Gamecorp”, afirma o MPF, citando uma das empresas de Lulinha.
Um dos alvos da operação foi a a agência Propeg, em Salvador. No entanto, ainda pela manhã, a empresa emitiu uma nota à imprensa afirmando que a PF confundiu o endereço e que, na verdade, a agência não seria alvo da operação.








