terça-feira, 22 de setembro de 2020

Na pandemia, ‘cannabis’ é considerada item essencial

Foto: Cesar Matos/Divulgação

Da Redação

A pandemia do novo coronavírus tem feito governos, empresas e cidadãos se mobilizassem para evitar a proliferação descontrolada do patógeno. Como uma das medidas mais eficazes neste momento é o isolamento social, muitas autoridades determinaram restrições à movimentação de pessoas e o fechamento de comércios não-essenciais. Dispensários de cannabis estão na lista de itens essenciais.

Na Califórnia, foram autorizados a funcionar os supermercados, mercearias, lojas de materiais de construção, serviços públicos e dispensários de cannabis. Em um estado onde a erva é legalizada para uso medicinal desde 1996 e para uso adulto desde 2018, é alentador para os que necessitam ver que o governo reconhece sua importância neste momento de crise sanitária. Na Holanda, os famosos coffee shops que vendem cannabis chegaram a ser fechados, mas acabaram reabertos após uma corrida dos consumidores às lojas.

O farmacêutico Murilo Chaves Gouvêa, responsável pelos produtos medicinais feitos à base de cannabis no Brasil, afirma que, pela demanda constante em relação a pedidos de medicamentos, “está mais do que claro que os estabelecimentos de cannabis são serviços essenciais”.

Gouvêa é responsável pelo desenvolvimento dos medicamentos na Abrace (Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança), primeira e ainda única instituição do Brasil autorizada pela Justiça a cultivar maconha para fins medicinais. Há alguns meses, uma empresa privada tinha obtido autorização para o cultivo, mas a liminar caiu em meio à pandemia, antes mesmo do início das atividades.

Com estufas e laboratório instalados em João Pessoa (PB), a Abrace tem se adaptado às circunstâncias para manter a produção. Foram instituídas escalas de trabalho, regime de home office e uso obrigatório de máscaras. “Muitos dos pacientes que se beneficiam dos medicamentos possuem patologias crônicas que precisam de tratamento contínuo”, observa Gouvêa.

A cannabis não é indicada para o tratamento dos sintomas da Covid-19, mas seu papel é manter os pacientes crônicos em boas condições clínicas durante o surto.

Com informações da Veja e do Uol.

17 de maio de 2020, 12:46

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