quinta-feira, 9 de julho de 2020

MP apura homofobia na PM-DF, após beijo gay em formatura de policiais

Foto: Instagram/Reprodução

Redação

No último sábado (11), beijos entre pessoas do mesmo sexo na formatura de soldados da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) causaram polêmica e renderam muitos comentários. Fotos publicadas  em redes sociais deram origem a discursos homofóbicos em grupos de colegas da corporação.

Um áudio que circula nas redes sociais mostra um homem, identificado como coronel da reserva da PMDF, criticando os beijos. Ele afirma que as demonstrações de afeto foram uma “avacalhação” da corporação e que “aquele postura poderia ter sido evitada. É lamentável”.

Após a divulgação do caso, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pediu à PM que investigue os comentários. O Ministério Público do DF também disse que “será instaurado procedimento para a apuração da prática homofóbica e adoção das medidas cabíveis”.

A Polícia Militar do DF proibiu qualquer dos envolvidos de conceder entrevistas sobre o caso. A corporação informou que “os áudios atribuídos a um coronel da reserva remunerada manifestam uma opinião pessoal e serão analisados pela corporação” e que “não coaduna ou apregoa quaisquer tipos de preconceito”.

Gravação

“Eles não se criam. Mas a nossa corporação já foi irreversivelmente maculada. Nós hoje somos motivo de chacota no Brasil inteiro […]. Muito obrigado, senhores, os senhores conseguiram destruir a reputação da nossa Polícia Militar”, diz o áudio.

“Não tenho nada a ver com a sexualidade deles. A porção terminal do intestino é deles e eles fazem o que quiserem. Uma coisa é o que se faz quando se está fardado […]. Aprendemos sempre que se deve preservar a honra e o pundonor policial militar. Então é isso que foi quebrado ali. Aquela avacalhação, aquela frescura ali poderia ter sido evitada. É lamentável”, diz a gravação.

14 de janeiro de 2020, 05:01

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