sexta-feira, 15 de novembro de 2019

“Mourão quer a cadeira de Bolsonaro com pressa”, acusa Ciro Gomes

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Davi Lemos

“Está em marcha, absolutamente inequívoco para quem conhece a vida como eu, que o general Mourão quer a cadeira do Bolsonaro, com pressa!”. A frase foi dita no último dia 26 de março pelo ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT), durante palestra na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal. Ainda segundo o pedetista, “tem gente do PT conversando com eles”. Gomes falava, nesse momento específico da palestra, que o Brasil não tem tradição democrática, cujo maior período, como apontou, teria sido entre 1985 até o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

Plutocratas e baronato

Ciro citou o encontro que Hamilton Mourão ainda faria naquele mesmo dia com cerca de 500 empresários convidados pela Fiesp como parte dessa trama. O pedetista referiu-se a Mourão como “jumento de cargo”, que não seria “general por mérito”, numa repetição de polêmicas anteriores ao pleito de outubro de 2018.

Quem segura

Ainda na fala de Ciro Gomes, somente os militares estariam segurando as “loucuras de Bolsonaro”. “Hoje quem modera as loucuras do governo Bolsonaro é o estamento militar”, disse Ciro Gomes à plateia de estudantes em Lisboa. Uma dessas loucuras, considerou o pedetista, seria partir para um confronto militar contra a Venezuela. “Não partiram para um confronto com a Venezuela porque os militares sabem que seria um vexame”, avaliou o ex-presidenciável.

02 de abril de 2019, 14:49

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