quinta-feira, 14 de maio de 2026

Ministro do Supremo atua para barrar voto impresso na Câmara

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Da Redação

Futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem articulado para que a proposta de voto impresso não passe na Câmara Federal. O objetivo é evitar a judicialização do tema, o que traria mais desgastes na relação do Judiciário com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a reunião de 11 partidos contra o voto impresso, que ocorreu na semana passada, de forma virtual, foi fruto da articulação de Moraes, feita nos bastidores. O presidente nacional do DEM, ACM Neto, participou dessa reunião.

Os presidentes do PSDB, MDB, PP, Solidariedade, PL, PSL, Cidadania, Republicanos, PSD e Avante também se colocaram contrários ao voto impresso. Ou seja, há dirigentes partidários tanto da oposição quanto da própria base de Bolsonaro. Apesar disso, dentro de cada legenda há apoiadores da proposta, inclusive no DEM de ACM Neto.

No sábado (26), Moraes disse ao podcast “Supremo na Semana” que a implementação do voto impresso não contribui para a democracia. Ele também afirmou que essa mudança pode colocar em risco o sigilo da votação, o que o Supremo decidiu em 2020, argumento apresentado também aos presidentes de partidos.

“O mais importante do encontro foi juntar partidos mais à esquerda e mais à direita, todos eles contra o voto impresso. Todos confiando no sistema atual, lógico que com a garantia de transparência nem fraude no sistema”, disse o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade.

“Foi importante todos esses partidos terem se posicionado em defesa do atual sistema. Isso definitivamente mata o assunto na Câmara. Esses partidos representam mais de 2/3 da Casa. Acho que o assunto vai ser enterrado”, completou.

28 de junho de 2021, 09:23

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