quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ministério da Saúde exonera servidor acusado de pedir propina de US$ 1 por dose de vacina

Foto: Anderson Riedel/PR

Da Redação

Após revelação feita pela Folha de S. Paulo no início da noite de ontem, o Ministério da Saúde exonerou o diretor de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias. A decisão foi anunciada ainda ontem e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (30), com assinatura do ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

Apesar de ter sido divulgada à noite, o ministério informou que a decisão teria sido tomada ainda na manhã de ontem, antes da denúncia contra o servidor vir à tona.

Roberto Dias é suspeito de cobrar propina de US$ 1 por cada dose de vacina contra a Covid-19 na negociação para compras da vacina AstraZeneca.

Ele foi nomeado como diretor de Logística ainda na gestão do então ministro Luiz Henrique Mandetta, por indicação do deputado federal e atual líder do governo no Congresso, Ricardo Barros (PP-PR). O deputado, no entanto,  nega que tenha interferido na nomeação.

Barros também foi citado por Luís Miranda (DEM-DF) como o lobista que atuou pela compra da Covaxin, num contrato superfaturado, que foi suspenso ontem.

Quem acusa Roberto Dias de pedir propina é o representante da Davati Medical Supply, Paulo Dominguetti Pereira. A empresa tentou negociar com o governo de Jair Bolsonaro a venda de 400 milhões de doses da AstraZeneca.

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que Dominguetti será convocado para depor na comissõa ainda esta semana.

30 de junho de 2021, 08:22

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