terça-feira, 16 de julho de 2019

Mesmo com vantagem na votação, reforma pode ser desidratada por acordo entre centrão e oposição

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Com informações da Agência Brasil

Após aprovação do texto-base da reforma da Previdência, o  presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) decidiu  encerrar a sessão que votava os destaques, para evitar a desidratação do projeto. A sessão será retomada agora pela manhã com a votação dos destaques restantes.

Maia precebeu que havia um movimento para desidratar o texto principal e, diante disso, apesar da aprovação com grande vantagem, o fim da votação da proposta nesta semana está ameaçada por conta de um acordo entre líderes do centrão e a oposição.

Há uma articulação para impor uma série de derrotas ao governo para amenizar as regras de aposentadoria e de pensões para algumas categorias. Ao todo, precisam ser votadas ainda cerca de 20 destaques, que são tentativas de alterar pontos específicos da proposta.

A sessão foi encerrada logo depois de o Plenário rejeitar um destaque que pretendia retirar os professores da reforma da Previdência. Por 265 a 184, com duas abstenções, os deputados decidiram manter as regras para os professores que constam no texto-base. Em entrevista a jornalistas, Maia disse que a conclusão da votação da reforma em segundo turno pode ocorrer na sexta-feira (12) à noite ou no sábado (13) de manhã.

A proposta aprovada na comissão especial estabelece idade mínima de aposentadoria aos 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, definição de novos critérios por lei complementar e manutenção da integralidade (aposentadoria com último salário da ativa) e paridade (mesmos reajustes que trabalhadores da ativa) nessas idades.

Até o início desta noite, havia 20 destaques ao texto principal da reforma. Com a rejeição do primeiro, restam 19, mas o número pode aumentar na reabertura da sessão amanhã (11).

11 de julho de 2019, 09:03

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