domingo, 18 de agosto de 2019

Líder de comunidade quilombola que apareceu em campanha de Bolsonaro é acusado de aplicar golpe usando nome do presidente

Foto: Reprodução

Redação

Presidente da Federação das Comunidades Quilombolas e Populações Tradicionais do Pará, Paulo Oliveira, de 57 anos, ficou conhecido durante a campanha presidencial no ano passado, atuando como prova de que o então candidato Jair Bolsonaro possuía nenhum preconceito contra comunidades quilombolas.

Um ano depois, ele e sua mulher estão sendo acusados de aplicar um golpe, coletando dinheiro em uma cidade do interior de Minas Gerais, com a promessa de que viabilizariam a construção de cassa populares com verba do governo.

Segundo o jornal O Globo, para aplicar o golpe, Paulo usava o nome do presidente Bolsonaro e da ministra Damares Alves. A Polícia Federal e a Polícia Civil de Minas foram acionadas. O casal nega as acusações.

Jair Bolsonaro foi denunciado por racismo pela Procuradoria-Geral da República ao ter se referido a uma comunidade quilombola com a frase “o afrodescendente mais leve lá tinha sete arrobas”. O STF arquivou o caso em setembro. Desde então, Bolsonaro costumava apresentar Paulo como seu amigo para mostrar que não era preconceituoso.

13 de agosto de 2019, 13:04

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