segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Investigação contra Ricardo Barros mira lavagem de dinheiro e corrupção

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Com informações da Agência Brasil

Os oito mandados de busca e apreensão cumpridos hoje pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), que miravam o líder do governo Ricardo Barros, partiram de uma investigação sobre lavagem de dinheiro e corrupção para facilitar negócio no ramo de energia eólica. As acusações são referentes ao ano de 2019 – período em que Barros não era, ainda, líder do governo.

Os mandados foram cumpridos em Curitiba, Maringá, Paiçandu, no Paraná e em São Paulo. Um dos mandados foi cumprido no escritório de Ricardo Barros.

A investigação está a cargo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). De acordo com a assessoria do MP, as ordens judiciais, expedidas pela 12ª Vara Criminal da capital paranaense, estão sendo cumpridas num escritório de contabilidade e em outros três endereços comerciais, além de quatro residências.

“A investigação no Ministério Público do Paraná foi iniciada a partir da remessa de peças por parte do Supremo Tribunal Federal, em novembro de 2019, decorrentes de colaboração premiada feita no âmbito da Operação Lava Jato. A apuração refere-se a fatos ocorridos entre o final de 2011 e o ano de 2014”, informou o MP.

Em nota, o deputado Ricardo Barros, que também foi ministro da Saúde durante o governo de Michel Temer (MDB), disse estar tranquilo e em total em total colaboração com as investigações. Barros disse ainda repudiar o que chamou de “ativismo político do judiciário.”

“O parlamentar reafirma a sua conduta ilibada , e informa que solicitou acesso aos autos do processo para poder prestar mais esclarecimentos à sociedade e iniciar sua defesa”, disse o deputado.

16 de setembro de 2020, 12:43

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