terça-feira, 20 de abril de 2021

Igrejas sentem no bolso impacto das medidas contra a pandemia

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Da Redação

Reportagem divulgada hoje (07) pelo jornal O Globo confirma, com depoimentos de líderes religiosos, que as igrejas tiveram queda de arrecadação com a decisão de governadores e prefeitos de proibir a realização de cultos e cerimônias presenciais, como uma das medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19.

“No nosso caso, fazíamos uma série de congressos todo mês, em que as pessoas celebravam, cantavam, e tudo isso parou, começou a ser on-line. Antes, os eventos eram bilhetados, geralmente a R$10, R$20, e reuniam até 20 mil pessoas. De forma virtual, reunimos cinco, sete mil, e abrimos pedidos por doações. Não é o mesmo que presencialmente”, disse o bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, de Brasília.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira (7), a partir das 14h, a liberação de missas e cultos presenciais em meio ao agravamento da pandemia de covid-19 no país. O julgamento acontece após os ministros Kássio Nunes Marques e Gilmar Mendes tomarem decisões díspares sobre o tema nos últimos dias. A tendência é que a proibição seja mantida.

Lideranças a favor

Há lideranças religiosas que, apesar de reconhecer as perdas econômicas e espirituais provocadas pelo fechamento das igrejas, defendem as medidas adotadas por governadores e prefeitos e tão criticadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Entendo o desejo de voltar à normalidade. Estamos cansados, há custos enormes para as entidades religiosas, muitas fornecem auxílio material às comunidades. Mas não tem cabimento neste momento ter atividade em templos, ambientes que costumam gerar contato físico e aglomeração”, afirmou o rabino Nilton Bonder, da Congregação Judaica do Brasil.

07 de abril de 2021, 10:58

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