sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Flávio Bolsonaro buscou acordo com indústria baiana em meio à suspeita de lavagem de dinheiro

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Da Redação

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) se tornou sócio de uma empresa que buscava instalar uma indústria baiana de sabão em pó no Rio de Janeiro. Segundo a Folha de S. Paulo, a tentativa faria parte das supostas práticas de lavagem de dinheiro e peculato do antigo gabinete de Flávio, quando ele ocupava o cargo de deputado estadual.

Ainda de acordo com a Folha, no contrato social da Kryafs Participações, o filho do presidente Jair Bolsonaro declara ser um representante comercial da fábrica baiana Espumil. Pelo serviço, ele estimou que receberia R$ 500 mil. A empresa seria uma parceira na implantação da indústria, mas o projeto não foi adiante.

Conforme apurou a reportagem, o sócio-diretor da Espumil, João Paulo Dantas, afirma que foi pressionado a permitir a inclusão de Flávio Bolsonaro no negócio, decidindo interromper as tratativas com a Kryafs logo após sua criação. Ele diz manter a intenção de montar uma fábrica no Rio de Janeiro, com outros parceiros.

O projeto foi elaborado por Fábio Mariz, que já era seu representante comercial no estado antes da sociedade com Flávio. Dantas diz que Fábio pressionou para que o senador participasse da sociedade.

“Não quero meu nome nem minha marca envolvida com político que tenha alguma coisa de errado ou que seja investigado, ou filho do presidente. Não sei se ele fez [algo de errado]. Mal conheço ele, só de cumprimentar. Mas não quero nada atrelado a ele”, declarou Dantas.

Flávio Bolsonaro e outros cinco sócios abriram a Kryafs Participações em junho de 2019. Naquela data, a Justiça já havia quebrado o sigilo bancário e fiscal do senador e outras 102 pessoas físicas e jurídicas, no âmbito da investigação do Ministério Público do Rio sobre a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do filho de Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio.

 

22 de maio de 2020, 13:06

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