sábado, 13 de junho de 2026

Fiocruz vai treinar profissionais e orientar população para evitar contaminação com óleo

Foto: Agência Brasil/Diego Nigro

Redação

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) instalou nesta terça-feira (5) uma sala de situação para elaborar um plano de resposta aos impactos que o vazamento de óleo em praias do Nordeste pode ter na saúde da população. O plano deve ser preparado em, no máximo, 30 dias, mas a Fiocruz vai atuar antes disso no treinamento em larga escala de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e na preparação de material de orientação à população dessas localidades.

Para chegar a profissionais das cidades atingidas, a Fiocruz deve lançar mão tanto de cursos a distância no Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) quanto de cursos presenciais nos locais. Já para orientar moradores, está em discussão inclusive a criação de manuais, cartilhas e vídeos explicativos.

Ao longo do dia de hoje, quase 100 especialistas de ao menos cinco unidades da Fiocruz estiveram reunidos por videoconferência para discutir o tema. Além da sede, no Rio de Janeiro, participaram pesquisadores das regionais da fundação na Bahia, no Ceará, em Pernambuco e no Piauí.

Os pesquisadores se preocupam com intoxicações agudas pela exposição ao óleo e também com os efeitos que o contato com os hidrocarbonetos podem produzir no longo prazo. Segundo a Fiocruz, o efeito mais temido de longo prazo é a ocorrência de câncer, já que o benzeno, um dos hidrocarbonetos, é comprovadamente cancerígeno.

Efeitos

Serão considerados também a segurança alimentar das comunidades atingidas e os efeitos sobre grupos prioritários, como pescadores, marisqueiras e grávidas, incluindo também profissionais e voluntários envolvidos na retirada do óleo.

Entre os sintomas que a exposição pode provocar estão irritações na pele, rash cutâneo (erupções de pele), queimação e inchaço; sintomas respiratórios, cefaleia e náusea; dores abdominais, vômito e diarreia. Os pesquisadores da Fiocruz alertam que a exposição deve ser reduzida ao mínimo e, quando ocorrer, devem ser usadas roupas protetoras, que depois precisam ser descartadas de forma adequada.

05 de novembro de 2019, 20:31

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