Ex-assessor de Cabral diz que esquema recebeu cerca de R$ 500 milhões em propina
O ex-assessor Carlos Miranda, apontado como operador financeiro da suposta organização criminosa instalada durante os governos de Sérgio Cabral, afirmou que o esquema recebeu em torno de R$ 500 milhões, a maior parte encaminhada para o exterior. A declaração foi feita nesta quinta-feira (11), em depoimento ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, que também ouviu outros 4 acusados.
Segundo Miranda, a propina era paga de acordo com o faturamento nas obras públicas e admitiu controlar todas as contas do ex-governador, inclusive as pessoais, desde a década de 1990. Segundo ele, o dinheiro pago pelos empresários também entrava no financiamento de campanhas políticas de aliados de Cabral. Somente a Carioca Engenharia, de acordo com Miranda, repassou cerca de R$ 30 milhões para a organização.
Como operador do esquema, Miranda reconheceu receber R$ 150 mil por mês e disse que ex-secretários do governo Cabral Wilson Carlos e Régis Fichtner recebiam o mesmo valor.








