terça-feira, 16 de junho de 2026

Equipe econômica do governo prepara documento para tentar barrar “efeito Chile” no Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

Redação

A equipe econômica do governo Bolsonaro acompanha com atenção os protestos no Chile contra o  presidente Sebastián Piñera e as condições econômicas ruins da população mais pobre. A crise no país já causou pelo menos 19 mortes e também fez deflagrar, no Brasil, uma nova onda de ataques à agenda liberal comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Comparações do Brasil com o Chile tem servido de mote para as críticas de que o avanço da agenda econômica de privatizações, reformas e aperto fiscal pode aprofundar a desigualdade, levando os brasileiros às ruas.

Segundo o Estadão, a a equipe econômica do governo Bolsonaro se prepara para combater o que chama de “narrativa equivocada”. A equipe de Paulo Guedes está prestes a encaminhar um conjunto de novas reformas e uma das principais preocupações  é evitar que essa agenda pós-Previdência não seja contaminada no Congresso pelo discurso antiliberal.

O Estadão teve acesso a um documento preparado pelos técnicos para reforçar a comunicação do time de Guedes, que rebate essa associação entre Brasil e Chile.

“O Chile tem resultados econômicos e sociais superiores a seus pares na América Latina. Certamente existem espaços para melhorias, mas atribuir os recentes protestos sociais ocorridos no país a um mau desempenho econômico e social, comparativamente aos países latino-americanos, não é uma posição corroborada pelos dados”, diz o documento.

O texto afirma ainda que, no Brasil, várias reformas pró-mercado estão em curso, tendo como linha mestra o foco na correção de distorções econômicas e sociais e zelo cuidadoso com as contas públicas.Elas serão, segundo o documento, responsáveis por garantir uma década de crescimento, com redução da pobreza e mais oportunidades.

A equipe de Guedes avalia que o crescimento econômico chileno se diferenciou da maior parte dos países da América Latina nas últimas décadas, por conta de medidas pró-mercado e na busca pela melhor alocação dos recursos da economia.

28 de outubro de 2019, 09:24

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