terça-feira, 20 de abril de 2021

Empresa que administra aeroporto de Salvador vence leilão para terminais do Norte do país

Foto: Divulgação/Infraero

Da Redação

A empresa francesa Vinci Airports, que já administra o Aeroporto Internacional Deputado Luis Eduardo Magalhães, em Salvador, arrematou o bloco Norte do leilão feito hoje (07) pelo governo federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, para a concessão de terminais aeroportuários brasileiros.

Com uma oferta de R$420 milhões, o grupo francês derrotou a proposta de R$50 milhões feita pelo consórcio Aerobrasil, grupo que administra o aeroporto de Belo Horizonte (MG) junto com os operadores Zurich Airport International (Suíça) e Munich Airport International (Alemanha).

Além do aeroporto de Manaus (AM), por onde escoa boa parte das exportações realizadas pela Zona Franca, a Vinci terá ainda de gerenciar e investir na melhoria dos terminais de Porto Velho (RO), Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga e Tefé (AM) e Boa Vista (RR). O compromisso de investimento será de R$ 1,4 bilhão.

Para o grupo francês, a região amazônica representa uma sinergia com sua operação na Guiana Francesa, que tem voo direto para Paris. Em português, o presidente da Vinci Airport, Nicolas Notebaert, disse que a entrada do grupo na região Norte está atrelada a uma estratégia de consolidar a atuação do grupo no Brasil e na América Latina, além de estimular “aeroportos verdes”, que respeitem políticas ambientais.

“Estamos quase dobrando a quantidade de equipamentos na região com este leilão e queremos criar aeroportos verdes para a região com nossa política de desenvolvimento sustentável. Acreditamos no potencial desses aeroportos na recuperação pós pandemia pelo seu potencial de carga e logística para o escoamento dos produtos. Estamos confiantes na perspectiva de crescimento das indústrias de alto valor, de eletrônicos, e os aeroportos desempenham papel fundamental”, disse Notebaert.

Demais lotes

Segundo a Folha de S. Paulo, o governo federal arrecadou R$ 3,3 bilhões no primeiro da série de três leilões de concessões em infraestrutura que o Ministério da Infraestrutura batizou de InfraWeek. Foram leiloados três blocos de aeroportos, todos eles com disputa entre interessados.

A Companhia de Participações em Concessões, do grupo CCR, levou dois dos três blocos e foi responsável pelo maior lance, de R$ 2,1 bilhões, pelo bloco Sul, composto por nove aeroportos na região Sul do país, incluindo os de Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná.

A oferta equivale a um ágio de 1.534,36% e ao dobro da segunda proposta, feita pela espanhola Aena, que ofereceu R$ 1,05 bilhão. O bloco teve ainda um terceiro interessado, Infraestrutura Brasil Holding, que ofereceu R$ 300 milhões.

Além de Curitiba e Foz do Iguaçu, o bloco inclui os aeroportos Navegantes (SC), Londrina (PR), Bacacheri (PR), Joinville (SC), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS). O contrato prevê investimentos de R$ 2,85 bilhões.

A Companhia de Participações em Concessões levou também o bloco Central, com proposta de R$ 754 milhões, ágio de 9.156%. Nesse bloco, estão os aeroportos de Goiânia, São Luiz, Teresina. Palmas e Petrolina.

07 de abril de 2021, 12:51

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