domingo, 18 de agosto de 2019

Em reunião com representantes do Planserv, oposição cobra respostas para queixas de servidores e médicos

Foto: Divulgação

Deputados estaduais de oposição cobraram, nesta quarta-feira (14), respostas para problemas apresentados pelo Planserv durante reunião com representantes do próprio plano e da Qualirede, empresa responsável pela gestão do serviço. No encontro, os parlamentares levaram as queixas e gargalos relatados por usuários do Planserv e médicos e ouviram da coordenadora geral do plano, Socorro Brito, e do diretor geral da Qualirede, André Machado, as explicações para a situação atual do serviço.

Entre os problemas apontados pelos deputados estão as 18 especialidades médicas que deixaram o plano, a defasagem na tabela de remuneração médica, os cancelamentos de atendimentos por conta da limitação de cotas mensais e a falta de assistência em diversas regiões do interior do estado. Participaram da reunião dos deputados Targino Machado (DEM), líder da oposição, Alan Sanches (DEM), Luciano Simões Filho (DEM), Soldado Prisco (PSC), Capitão Alden (PSL), Paulo Câmara (PSDB) e José de Arimateia (PRB).

“Os médicos se queixam que o Planserv não tem cumprido o repasse das cotas, o que tem provocado limitação do atendimento. Temos, assim, 18 especialidades que deixaram de atender o plano justamente por conta destes problemas, o que causa constrangimento e mau atendimento para os usuários. Naturalmente, as reclamações dos usuários se intensificaram, uma vez que as limitações aumentaram e os cancelamentos e negativas de atendimento se tornaram frequentes”, ressaltou Targino.

Soldado Prisco destacou a falta de atendimento em diversas regiões, especialmente no Oeste, no Extremo Sul e no Norte da Bahia. “No interior, o Planserv é chamado de ‘não serve’. Há diversos servidores que acabam aderindo a outros planos, pagando por fora, por causa das dificuldades no atendimento”, afirmou.

Defesa
Segundo Socorro Brito, dos 517 mil usuários, 414 mil já utilizaram o plano em algum momento neste ano. Também afirmou que 43% dos custos totais do plano são com internações – isso se explica pelo fato de as maiores faixas etárias serem formadas por pessoas de 59 anos ou mais e por jovens de 0 a 18 anos.

“Crianças e idosos necessitam de mais internações”, disse. Afirmou ainda que o governo deve começar a repassar os honorários médicos direto para os profissionais, retirando a intermediação dos hospitais ou clínicas. Este último ponto era uma grande reivindicação dos médicos, e que teve avanço na reunião com a oposição.

14 de agosto de 2019, 23:38

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