sábado, 13 de junho de 2026

Em entrevista, Toffoli diz que Lava Jato destruiu empresas no Brasil e MP é “pouco transparente”

Foto: Fabio Rdodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Redação

Em entrevista ao Estadão, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou que a Lava Jato, apesar de sua importância, acabou destruindo muitas empresas no Brasil. Destacou que a legislação funcionou bem para a colaboração premiada da pessoa física, “mas a da pessoa jurídica não ficou clara”.

“Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos. Jamais aconteceu na Alemanha. Nos Estados Unidos tem empresário com prisão perpétua, porque lá é possível, mas a empresa dele sobreviveu”, pontuou.

Toffoli disse que foi criado um comitê interinstitucional para dar uma solução para esse problema. “Muitas vezes o Judiciário pode ter essa função extrajudicial. Pela respeitabilidade, pode ser um árbitro para proposições e solução de problemas”.

Na entrevista, ele também avaliou que o Ministério Público deveria ser mais transparente e citou o Poder Judiciário como exemplo, referindo-se ao caso envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia.

“O Poder Judiciário é o poder mais transparente que tem. Quanto à responsabilidade, quantos a gente já não pôs para fora no Conselho Nacional de Justiça. Veja agora a prisão dos desembargadores [do Tribunal de Justiça da Bahia]. Porque o trabalho na Bahia é feito pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Conselho Nacional de Justiça. Veja se o Conselho Nacional do Ministério Público fazia isso, até pouco tempo. O Judiciário trabalha com muita transparência. O Ministério Público deveria ser uma instituição mais transparente”, concluiu.

16 de dezembro de 2019, 09:05

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