segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Eleições 2018: CPFs de idosos foram usados para fraudar envio de mensagem em massa pelo Whatsapp

Laís Rocha

O uso fraudulento de nomes e CPFs de idosos para registrar chips de celulares foi a base do esquema de envio de mensagens em massa via WhatsApp pago por empresários em benefício de políticos nas eleições deste ano. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Um ex-funcionário da Kiplix, uma das agências envolvidas, relatou ao jornal que o cadastro de números com nomes, CPFs e datas de nascimento de pessoas nascidas de 1932 a 1953 (de 65 a 86 anos) e depois os chips eram usados para disparos em massa pelas listas de transmissão do WhatsApp. Outra irregularidade cometida pelas empresas foi o uso de robôs para disparo de mensagens em massa, algo que é proibido pela legislação eleitoral.

O ex-funcionário, identificado como Hans River do Rio Nascimento, entrou com uma ação na Justiça do Trabalho contra a agência por condições irregulares de trabalho. A descrição do estratégias usadas durante a campanha estão registradas em documentos que foram obtidos pela Folha na ação.

A campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro declarou ao TSE pagamento de R$ 650 mil a empresa AM4, contratante da agência Kiplix.

02 de dezembro de 2018, 11:16

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