terça-feira, 17 de setembro de 2019

“É impossível ser feliz sozinho”: como a mídia nativa viu a morte de João Gilberto

Foto: Reprodução/Correio*

Alberico Gomez

Fraca a primeira página de O Globo. “O apagar da velha chama”, que faz sentido em Corcovado de Tom Jobim, é muito pouco para contar a história de João, um dos poucos artistas que se pode chamar de genial (argh) porque era genuíno. Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho, versos de Wave de Tom Jobim, traduzem João e sua obra.

A Tarde fez uma das melhores talvez a melhor primeira página sobre a morte de João Gilberto. A charge de Cau Gomez traduz o gênio de João, um artista de outro planeta. A Tarde poderia ter tirado 10 se desse a charge em toda a primeira página.

O Correio* fez uma primeira plasticamente bonita, porém o título podia ter apostado mais, mesmo lembrando “Chega de Saudade”. A foto é de Marcio Costa. Uma primeira página bonita que homenageia o ídolo, mas que tentou conversar com versos das letras que João cantava.

A Folha de S. Paulo foi perfeita no título. “Morre João Gilberto, que criou a Bossa Nova e mudou a música”. Mas no alto em segunda manchete. O jornal paulista preferiu uma manchete sobre uma pesquisa sobre o ministro Sérgio Moro.

Fora ter creditado “Wave” como “Vou te contar”, o JN foi histórico ontem na cobertura da morte de João Gilberto. Veja os links:

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07 de julho de 2019, 08:25

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