sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Dulce, Newman, Margarida, Josefina e Maria Teresa

Foto: Divulgação

Davi Lemos

Quem assistiu pela TV ou pessoalmente a missa celebrada pelo papa Francisco no último domingo (13), no Vaticano, observou que Santa Dulce dos Pobres não foi canonizada sozinha. Ali havia ainda outros quatro beatos, cujas imagens foram expostas na Basílica de São Pedro.

Um dos mais conhecidos era o Cardeal John Henry Newman (1801 – 1879), padre anglicano convertido ao catolicismo que tornou-se grande teólogo da Igreja – espera-se que o britânico seja proclamado também doutor da Igreja. Também foram canonizadas a italiana Josefina Vannini (1859 – 1911), a indiana Maria Teresa Chiramel Manki-diyan (1876 – 1926) e a suíça Margarida Bays.

São João Paulo II e novo rito de canonizações

Até o pontificado de Paulo VI, as canonizações eram processos excepcionais, pode-se dizer mesmo raros. Desde quando a Congregação dos Ritos foi criada pelo papa Sixto V, em 1558, as canonizações eram pouquíssimas. Entre os séculos XVI e XIX, foram proclamados 120 santos. Os antecessores de João Paulo II no século XX, proclaram outros 165. O papa polonês, sozinho, canonizou 468 santos somente entre 1978 e 2002 – sem contar os 3 últimos anos de pontificado.

Tirou o ¨advogado do Diabo”

O processo de canonização começou a mudar a partir do pontificado de Paulo VI, mas as mudanças mais drásticas ocorreram com São João Paulo II. Até 1969, o processo contava com 26 etapas; com as mudanças realizas por Paulo e João Paulo, passaram a ser 17. Uma das mudanças foi a extinção do “Promotor Fidei”, conhecido como “advogado do Diabo” que era o promotor da fé que levantava objeções à causa do candidato a santo. João Paulo II aboliu o Promotor Fidei e deixou somente o postulador da causa.

Canonizações relâmpago

A canonização da Irmã Dulce foi uma das mais rápidas da história, com apenas 27 após a morte. O comum era que processos de canonização durassem séculos, até para observar se a fama de santidade do candidato a santo mantinha-se ao longo do tempo. A mudança no rito tornou comuns as canonizações coletivas, como a realizada no último domingo. João Paulo II dizia que a santidade era universal, manifestava-se em todo o mundo e não somente para religiosos.

16 de outubro de 2019, 15:37

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