Diálogos vazados mostram que Dallangnol incentivou cerco da Lava Jato a Toffoli
Redação
Reportagem da Folha de S. Paulo, produzida a partir de diálogos obtidos pelo site The Intercept Brasil, revela que o procurador Deltan Dallangnol incentivou colegas em Brasília e em Curitiba para investigar o ministro do STF, Dias Toffoli, sigilosamente em 2016. Na época, o atual presidente da Corte começava a ser visto pela Operação Lava Jato como um adversário disposto a frear seu avanço.
Os diálogos vazados mostram que Deltan buscou informações sobre as finanças pessoais de Toffoli e sua mulher e evidências que os ligassem a empreiteiras envolvidas com a corrupção da Petrobras.
Toffoli havia contrariado os interesses da Lava Jato em duas decisões. Ele votou para manter longe de Curitiba as investigações sobre corrupção na Eletronuclear e soltou o ex-ministro petista Paulo Bernardo, poucos dias depois de sua prisão.
Ministros do STF não podem ser investigados por procuradores de primeira instância, como os integrantes da força-tarefa da Lava Jato. A Constituição determina que eles só podem ser investigados com autorização do próprio tribunal, onde quem atua em nome do Ministério Público Federal é o procurador-geral da República.
Em resposta à Folha, a força-tarefa voltou a afirmar que não reconhece a autenticidade do material e reforça que ele foi obtido de forma criminosa.








