segunda-feira, 20 de maio de 2019

Deputados fazem ato na Câmara em homenagem a Marielle

Foto: Sara Resende/TV Globo

Um ano depois do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do seu motorista, Anderson Gomes, o PSOL realizou nesta quinta-feira (14) um ato na Câmara dos Deputados em sua homenagem.

Há exatos 365 dias, Marielle e Anderson foram assassinados a tiros no Rio. Na última terça (12), a polícia prendeu os dois suspeitos de terem os executado: o policial reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio de Queiroz. Uma segunda fase da investigação ainda continuará, com a intenção de esclarecer o mandante do crime.

Na sessão solene, deputados do PSOL e de outros partidos de esquerda vestiram camisas com a frase: “Quem mandou matar Marielle?”. Uma faixa contendo a mesma pergunta foi exposta no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

O líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), disse que os mandantes do crime estão “escondidos”. A líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), questionou a demora das investigações e a motivação política das execuções.

“Quem mandou matar, quem executou não imaginava que um ano depois essa luta estivesse mais forte o que logo depois do assassinato. Está mais forte, mais viva, mais espalhada no Brasil e no mundo. Essa luta não morreu e não vai morrer porque isso vai precisar ser esclarecido. Por que tão tarde? Por que tanto tempo depois para localizar dois executores, o motorista e quem pegou na arma?”, perguntou Jandira.

14 de março de 2019, 14:43

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