quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Delação de Cabral pode encrencar ministros do STJ e TCU, advogados e políticos

Foto: Valter Campanato Arquivo/Agência Brasil

Da Redação

A delação premiada de Sérgio Cabral, homologada na semana passada pelo STF, pode encrencar ministros do STJ e TCU, advogados e políticos, segundo informa o colunista Lauro Jardim, de O Globo.

Cabral nomeia, sempre segundo sua delação, algumas bancas que foram usadas para o recebimento de propinas direcionadas a dois ministros do STJ — um deles, Humberto Martins, atual corregedor nacional de Justiça.

A delação de Cabral bota também na roda alguns ministros do TCU. Entre eles, Bruno Dantas, Vital do Rêgo e Aroldo Cedraz.

Sérgio Cabral, em um dos anexos, detalha ainda a compra do apoio do PSD à candidatura de Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio de Janeiro em 2014. A negociação dos valores da propina foi feita diretamente com Gilberto Kassab e Índio da Costa.

Ainda de acordo com o colunista, “as chuteiras de Romário devem queimar os seus pés com a delação de Cabral”. O motivo seria novamente o apoio do senador à eleição de Pezão no segundo turno em 2014.

09 de fevereiro de 2020, 14:15

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