Coelba compromete segurança de monumento histórico tombado pelo IPHAN
Reportagem/ Toda Bahia
Desde o início da semana que a empresa Conecta, terceirizada a serviço da Coelba, vem fazendo imensas crateras no entorno da Cruz do Pascoal, monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 17 de junho de 1938.
Moradores do Santo Antonio Além do Carmo até pensaram em festejar, pois imaginavam que a Coelba estaria dando início ao cumprimento de projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa que obriga a empresa a tornar subterrânea toda a sua rede de fios elétricos.
Mas que nada!
“A Conecta fez os buracos e, em lugar de aterrar a rede, parece que aumentou ainda mais o emaranhado de fios nos postes. E a reconstituição do asfalto que quebraram, eles não fazem. Com a chuva dos últimos dias, a rua virou um lamaçal”, reclama o professor Paulo Almeida, que reside no bairro.
“Trata-se de um verdadeiro desrespeito a esse monumento histórico, que é a Cruz do Pascoal”, completa.
O Oratório da Cruz do Pascoal faz confluência com três ruas: Rua do Carmo, Rua Direita do Santo Antônio e Rua dos Marchantes. Ladeado por edificações surgidas nos séculos XVIII e XIX, foi erguido em 1743 por Pascoal Marques de Almeida, um morador do local, natural de Lisboa, como testemunho de sua devoção e fé em Nossa Senhora do Pilar.
Em 1874, foi colocado um gradil de ferro batido trabalhado para proteção do monumento, próximo ao Plano Inclinado do Pilar, que liga o Largo da Cruz do Pascoal ao bairro do Comércio, onde se localiza a Igreja de Nossa Senhora do Pilar.








